Serrabranquense que residia no Rio de Janeiro é encontrado carbonizado após incêndio em seu local de trabalho

Dois corpos carbonizados foram encontrados pelo Corpo de Bombeiros no Supermercado Campeão, da Rede Unno, no Jacaré, Zona Norte do Rio, na noite desta segunda-feira (11). Um deles é de um serrabranquense, José Alves da Silva, de 72 anos, irmão de Bernadete e Rita Pureza, que residem na cidade de Serra Branca. José Alves morava no Rio de Janeiro há muitos anos e era encarregado do açougue e um dos funcionários mais antigos do supermercado.

O comércio foi atingido por um incêndio na tarde desta segunda e, num primeiro momento, a corporação dava conta apenas de dois feridos leves. Mais tarde, após o trabalho dos Bombeiros para conter as chamas, os dois corpos foram encontrados e já sem vida.

Os cadáveres foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) e terão que passar por exames para que sejam reconhecidos.

“Estamos desesperados, já que pode ser que a confirmação da identidade só seja possível por DNA, o que pode levar até seis meses — disse Lucas Moura da Silva, um dos filhos da vítima e que foi o primeiro a chegar ao local a fim de confirmar a morte de seu pai.

A outra vítima do incêndio foi Natalino de Jesus, de 56 anos. Ele trabalhava no supermercado há cerca de dois anos e os filhos foram pegos de surpresa com um telefonema da Rede Unno.

Em nota, o supermercado Campeão informou apenas que “está apurando as informações e tomando as medidas necessárias”. Na segunda-feira, o estabelecimento disse que estava “apurando com a perícia as causas do incêndio, que parece ter tido início no gerador”.

De Olho no Cariri

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1