Réus por morte de criança em Patos são soltos; júri fica para 2027

Três réus por matar uma menina de seis anos, identificada como Aylla Félix dos Santos, e por balear um adolescente de 17 anos, no município de Patos, no Sertão da Paraíba, foram soltos e tiveram o júri pelo crime remarcado para 16 de fevereiro de 2027, de acordo com decisão da Justiça da Paraíba que o Jornal da Paraíba teve acesso nesta quarta-feira (12).

Os réus foram identificados como Ian da Silva Emiliano, Janailson Carvalho Leite e Ryan Nóbrega Dias. Em 2024, quando o crime aconteceu enquanto a criança andava de mãos dadas com o adolescente, os suspeitos admitiram, após a prisão, que confundiram o homem com um integrante de uma organização criminosa rival.

De acordo com a decisão, assinada pelo juiz da 1ª Vara Mista da Comarca de Patos, os três réus foram postos em liberdade por excesso de prazo na prisão preventiva, regime em que eles estavam, somada à necessidade de remarcação da data do julgamento.

Os acusados, que estão presos desde novembro de 2024, completariam mais de dois anos e três meses em prisão preventiva antes de serem julgados. O magistrado entendeu que prolongar essas prisões antes de um veredito definitivo seria excessivo.

Em contrapartida, a Justiça impôs uma série de medidas cautelares aos réus, como:

  • Monitoramento eletrônico (tornozeleira);
  • Recolhimento domiciliar noturno e em dias de folga;
  • Proibição de contato com a vítima sobrevivente, familiares e testemunhas;
  • Proibição de se ausentar da comarca sem autorização;
  • Obrigação de comparecer a todos os atos do processo.

Em relação a remarcação do júri, a Justiça entendeu que, o julgamento originalmente previsto para julho de 2026, aconteceu devido a mudanças na escala de substituição de magistrados e precisou ser remarcada pela nova data.

O Jornal da Paraíba não conseguiu localizar as defesas dos três réus citados até a última atualização desta reportagem.

O crime

O crime aconteceu na noite do dia 29 de outubro, no bairro do Monte Castelo, em Patos, e as prisões dos suspeitos foram efetuadas no dia seguinte.

Segundo os investigadores da Polícia Civil à época, o trio confessou o crime e disse que o alvo era o adolescente. Os mesmos suspeitos, contudo, admitiram depois que confundiram o adolescente com um integrante de um grupo criminoso rival, de forma que as vítimas foram atingidas por engano.

Imagens de uma câmera de segurança mostram o adolescente caminhando de mãos dadas com a criança, identificada por Aylla Félix dos Santos.

Depois, um carro branco passou pelo local com três homens dentro. Um dirigindo e outros dois como passageiros. São esses dois os suspeitos pelos disparos.

O delegado Alex Amorim, à época informou que o primeiro a ser preso foi o motorista. E a partir dele a Polícia Civil nos outros dois. Os três teê passagem pela polícia por posse de armas e tráfico de drogas e o motorista tinha um mandado de prisão em aberto contra ele no Rio Grande do Sul.

Aylla morreu ainda no local. Já o adolescente foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Patos para o Hospital Regional do município e ficou um período internado em estado grave.

Com Jornal da Paraíba

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial de Monteiro (GTE), pertencente à 14ª Delegacia Seccional de Polícia Civil, deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, a Operação “Vigiados”, destinada ao cumprimento de oito mandados de busca e apreensão expedidos no âmbito de investigações relacionadas aos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, uma pessoa foi presa em flagrante pela prática, em tese, do crime de tráfico de drogas. Também foram apreendidos aparelhos celulares e outros elementos de interesse investigativo, que serão submetidos aos procedimentos periciais e de análise de dados devidamente autorizados.

A operação teve como principal finalidade a coleta de provas destinadas a robustecer e concluir inquéritos policiais em tramitação no GTE de Monteiro, especialmente aqueles que apuram a atuação estruturada de organização criminosa voltada ao comércio ilícito de entorpecentes na região.

A ação mobilizou cerca de 30 policiais civis, reunindo equipes do GTE de Monteiro e das delegacias que integram a área da 14ª Seccional, incluindo unidades de Monteiro, Sumé e Serra Branca, além de servidores de outras delegacias da circunscrição. A atuação integrada permitiu o cumprimento simultâneo das ordens judiciais e a preservação dos elementos probatórios apreendidos.

A Operação “Vigiados” integra o planejamento operacional desenvolvido pelo GTE de Monteiro e pela 14ª Delegacia Seccional de Polícia Civil, com foco no enfrentamento qualificado ao tráfico de drogas e às organizações criminosas, mediante ações de inteligência, investigação e obtenção de provas.

As investigações prosseguem, inclusive com a análise técnica do material apreendido, para o completo esclarecimento dos fatos, a identificação de outros possíveis integrantes do grupo criminoso e a definição das responsabilidades individuais.