Polícia prende 7 em operação contra o tráfico de drogas e homicídios no Cariri

Ao menos sete pessoas foram presas, na manhã desta quarta-feira (17), na Operação Narcos, deflagrada pelas polícias Civil e Militar na cidade de Soledade, a 165 km de João Pessoa. O grupo é suspeito de tráfico de drogas, roubos e homicídios na região do Cariri paraibano.

As investigações realizadas pela Polícia Civil apontaram que a quadrilha era comandada por André da Silva Lima, que atualmente está preso na Penitenciária Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1), em João Pessoa.

Ainda de acordo com a polícia, a organização criminosa conta com aproximadamente 15 integrantes, com funções definidas e todos subordinados ao apenado, cometendo crimes de homicídio, sequestros, ameaças a autoridades e atentados contra prédios públicos, além de diversos roubos a estabelecimentos comerciais e veículos.

Conforme divulgado pela Secretaria de Segurança e Defesa Social do Estado, a Operação Narcos cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Cerca de 200 policiais participaram da ação. Armas e drogas foram apreendidas na operação, mas o balanço completo das atividades não tinha sido divulgado até a publicação desta matéria.

Todos os presos foram levados para a Central de Polícia em Campina Grande.

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri