Polícia Civil prende policial investigado por corrupção em Juazeirinho

A Polícia Civil da Paraíba, por meio da 23 Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a Operação Self-Cleaning, que resultou na prisão preventiva de um agente operacional da Polícia Civil investigado pelo crime de corrupção.

As investigações conduzidas internamente apontaram indícios de que o policial teria solicitado vantagem indevida para realizar a liberação de um veículo que estava apreendido no município de Soledade. Diante dos elementos reunidos, a ordem de prisão preventiva foi expedida pela 3ª Vara de Garantias da Comarca de Campina Grande.

Durante a ação, o investigado foi localizado e preso, sendo conduzido para os procedimentos legais cabíveis. Após a audiência de custódia, o preso será encaminhado para uma unidade prisional em João Pessoa, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário. Ele será afastado temporariamente das funções e responderá também de forma administrativa.

A Operação Self-Cleaning reforça o compromisso institucional da Polícia Civil da Paraíba com a ética, a transparência e a legalidade, demonstrando que condutas incompatíveis com a função policial serão rigorosamente apuradas e que eventuais desvios dentro da instituição não serão tolerados.

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB