Polícia Civil deflagra Operação Ruptura e intensifica combate às organizações criminosas no Cariri paraibano

A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) de Monteiro, com o apoio operacional da 14ª Delegacia Seccional de Polícia Civil, deflagrou, na manhã desta quarta feira (1º), a Operação Ruptura, voltada ao enfrentamento qualificado de organizações criminosas investigadas pela prática de homicídios qualificados e pelo domínio territorial do tráfico ilícito de drogas na região do Cariri paraibano.

A ação é resultado de investigação conduzida pelo GTE de Monteiro, desenvolvida com base em técnicas de inteligência policial, análise criminal e produção de elementos informativos que evidenciaram a atuação de integrantes de facções criminosas envolvidos em crimes violentos letais intencionais.

Em cumprimento às medidas cautelares expedidas pelo Poder Judiciário, foram executados, com êxito, sete mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Monteiro e João Pessoa.

Durante as diligências, as equipes apreenderam aparelhos celulares, sistemas de monitoramento por câmeras utilizados para a atividade criminosa, peças de vestuário compatíveis com aquelas empregadas na execução de homicídios, incluindo capacetes e galochas, além de um revólver calibre .38 municiado com seis cartuchos intactos.

No decorrer da operação, um investigado foi preso em flagrante pela prática do crime de posse irregular de arma de fogo.

As investigações apontam que a arma apreendida poderá constituir importante elemento probatório para a elucidação de homicídios praticados no contexto da disputa entre organizações criminosas pelo controle do tráfico de drogas na região. O armamento será submetido aos exames periciais cabíveis, especialmente aos exames de balística forense, visando verificar eventual correspondência com vestígios coletados em locais de crimes contra a vida.

A Operação Ruptura integra a estratégia permanente da Polícia Civil da Paraíba de enfrentamento às organizações criminosas, por meio da atuação integrada entre investigação criminal, inteligência policial e repressão qualificada.

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB