Operação da PF investiga divulgação de abuso infantil e zoofilia na cidade de Monteiro

Uma operação da Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão contra um homem suspeito de compartilhar vídeos de pornografia infantojuvenil e zoofilia na Paraíba. A ação, chamada “Mauna”, foi deflagrada na manhã desta terça-feira (15) na cidade de Monteiro, no Cariri paraibano.

De acordo com a PF, durante as investigações levantou-se indícios de que o investigado adquiriu, armazenou e compartilhou arquivos de vídeo contendo cenas de pornografia infantojuvenil e zoofilia, além de elementos indicando que possa ter produzido alguns destes conteúdos.

“O investigado tem passagens por tráfico de drogas, entrega de direção de veículo automotor a adolescente não habilitado, fornecimento de bebida alcoólica a criança ou adolescente, porte de drogas para consumo pessoal e crime eleitoral”, segundo a Polícia Federal.

Mauna – A operação foi batizada de Mauna, uma palavra sânscrita que significa “silêncio”, e faz alusão ao vulcão Mauna Kea, localizado no Havaí, que é uma montanha cuja maior parte fica oculta embaixo d’água, submersa, fazendo referência às ações comuns dos criminosos, que agem sempre de forma encoberta e camuflada.

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri