Dupla é presa com armamento de guerra durante inspeção da PRF na BR-412

Duas pessoas foram presas com armamento de guerra na madrugada deste domingo (21) na cidade de Boa Vista, no Cariri paraibano. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a dupla estava com um fuzil, uma carabina, munições e coletes balísticos que são usados em ações de guerra.

As prisões e apreensões aconteceram em uma barreira montada na BR-412, durante a Operação Tamoio II, que visa o combate ao crime nas rodovias federais. Um carro com destino a Campina Grande foi parado pelos policiais e o motorista, de 27 anos, desceu assustado.

Enquanto os policiais faziam a abordagem ao primeiro carro, viram que um outro veículo, que seguia atrás do primeiro, parou ao avistar a abordagem e jogou algo para fora do carro. Os policiais foram até o veículo e mandaram o motorista, um homem de 35 anos, parar na barreira.

Segundo a PRF, após abordagem e investigação, os policiais descobriram que os dois carros seguiam viagem juntos. A equipe procurou o objeto jogado pelo motorista do segundo carro e descobriu que se tratava de um fuzil calibre 7,62 milímetros. Após localizar a arma, os homens foram presos em flagrante e os policiais fizeram uma busca nos dois carros.

No primeiro veículo, a polícia diz que havia indícios de que o painel do carro havia sido retirado. Escondido por trás do painel, estava uma carabina calibre 5,56 mm, cinco carregadores, 71 munições e os dois coletes balísticos.

Ainda de acordo com a PRF, a dupla não tem antecedentes criminais. Os dois são paraibanos e informaram aos policiais que pegaram as armas em Monteiro e que iriam levar para Campina Grande. Eles não souberam explicar quem receberia o material e que foram contratados apenas para entregar os produtos.

A dupla foi detida e levada para a sede da Polícia Federal em Campina Grande, onde foram autuados pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

As armas apreendidas, segundo a PRF, possuem alto poder de letalidade. O fuzil tem o uso não recomendado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para ações de guerra em virtude dos graves danos que podem ser causados. Já a carabina é o armamento recomendado pela Otan para conflitos armados.

De Olho no Cariri

G1 PB

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O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, relator do Caso Master, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. 

Agência Brasil