Sindicato critica fechamento de agências: "Fecham no lugar de investir na segurança"

timthumb (1)O presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques, criticou nesta quarta-feira (06) a decisão dos bancos que estão fechando agências no lugar de investir na segurança. “Ao invés de apresentar um plano de segurança para coibir a violência, estão fechando as agências”.

Marcos Henriques ainda lembrou dois projetos que estão paralisados na Assembleia Legislativa prevendo “obrigatoriedade dos bancos em investimento de equipamento de segurança”, o que ajudaria no combate à violência. De acordo com ele, apenas este ano já foram registradas 26 ocorrências de violência contra agências no estado, sendo que o Banco Bradesco é o mais visado, seguido pelo Banco do Brasil.

O presidente do Sindicato dos Bancários ainda alerta que com o receio iminente de violência, “os funcionários estão temerosos” e que, “principalmente no interior, muitas vezes as ocorrências causam traumas irreversíveis”.

De acordo com a assessoria de imprensa do Banco do Brasil, duas agências foram fechadas permanentemente nas cidades Mogeiro e Serraria. Também há agências fechadas temporariamente em outras cidades devido a período de reforma após terem sido depredadas em ocorrências de violência. Já o Banco Bradesco foi procurado, mas não forneceu as informações solicitadas.

Marcos Henriques lamenta tantas agências fechadas no estado destacando que os clientes “ficam desassistidos e precisam se deslocar muitas vezes para receber aposentadorias pequenas gastando com o deslocamento”.

Em Alagoa Grande, servidores públicos, aposentados e pensionistas clientes do Banco do Brasil estão tendo que viajar para outras cidades, como Guarabira, para poder sacar os seus salários. A agência foi atacada no dia 23 de fevereiro, quando explodiram o cofre do banco e levaram o dinheiro.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança e da Defesa Social para saber o posicionamento órgão sobre a violência contra os bancos, mas até o fechamento da matéria não obteve resposta.

De acordo com o Mapa da Violência do Sindicato dos Bancários da Paraíba, houve entre 2011 e 2016, 528 ataques às agências bancárias. De acordo com o mapa, o Bradesco é o banco que mais sofreu a ação da bandidagem. Nos últimos cinco anos foram 246 investidas. O Banco do Brasil ocupa o segundo lugar no ranking da violência com 164 ataques.

 

De Olho no Cariri

Com Click PB

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A Prefeitura de Sumé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta sexta-feira mais uma Feira de Saúde na zona rural. A ação aconteceu na Unidade Âncora de Saúde da comunidade Riacho da Roça e reuniu moradores da localidade e de comunidades vizinhas.

Ao todo, 153 atendimentos foram realizados durante a programação, que concentrou diferentes serviços de saúde em um único local. Os moradores tiveram acesso a consultas médicas e de enfermagem, atendimento odontológico por meio da unidade móvel, vacinação, marcação de consultas, emissão e atualização do Cartão SUS, coleta para exames laboratoriais, fisioterapia e regulação de exames.

A Farmácia também esteve presente durante a ação. Com isso, os pacientes que receberam prescrição e tinham o medicamento disponível puderam sair do atendimento já com o remédio em mãos.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Niedja Rodrigues, a Feira de Saúde permite levar para as comunidades serviços que normalmente exigiriam o deslocamento dos moradores para a cidade.

“Na feira de hoje, fizemos questão de trazer mais serviços. Tivemos dois médicos, laboratório, farmácia, fisioterapia e regulação de exames, para que o usuário possa sair daqui com o exame regulado e, quando necessário, com o medicamento em mãos”, explicou.

A Unidade Âncora do Riacho da Roça já funciona regularmente a cada 15 dias, com atendimento médico, de enfermagem e odontológico, além da atuação de técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Nesta sexta-feira, a estrutura foi ampliada com a presença de outros profissionais e serviços.

O atendimento odontológico também terá continuidade. A unidade móvel permanecerá na região por mais uma semana, permitindo que outros moradores tenham acesso ao serviço.

O prefeito de Sumé, Manezinho Lourenço, acompanhou a programação e destacou a importância de levar os atendimentos para mais perto das comunidades rurais.

“A gente sabe da dificuldade de quem mora na zona rural para se deslocar em busca de atendimento. Por isso, é importante trazer os serviços para perto dessas pessoas e garantir que elas tenham acesso ao atendimento de que precisam”, afirmou.

Além dos serviços de saúde, 30 crianças receberam kits escolares por meio do programa Criança na Escola.

A Feira de Saúde já passou pelo Assentamento Mandacaru e pelo Sítio Santo Agostinho. A próxima edição está programada para o dia 11 de setembro, na comunidade do Sítio Jurema.

Também acompanharam a ação o secretário municipal de Obras, Serviços Urbanos e Agricultura, Vicente Lourenço, e o vereador Damião Rildo.

De Olho no Cariri

Ascom – Prefeitura de Sumé