Sepultamento de jovens mortos de forma trágica causa comoção em Soledade

z-6Choro e muita comoção marcaram o sepultamento da jovem Isadora Gouveia Melo, na tarde desta segunda-feira (12), no cemitério público da cidade de Soledade. Isadora tinha apenas 19 anos e era filha do oficial de Justiça Agnaldo Melo (Boinha) e Luciana.

Milhares de pessoas acompanharam o cortejo fúnebre da jovem que morreu de forma trágica no início da tarde de domingo (11), após dois dias internada no Hospital de Emergência e Trauma da cidade de Campina Grande.

isadoraIsadora não resistiu aos ferimentos provocados por um acidente automobilístico ocorrido na manhã da última sexta-feira (9), na BR 230, próximo a entrada que dá acesso ao distrito de Nazaré de Pocinhos, quando a sua mãe, Luciana (Naninha), perdeu o controle do veículo e capotou várias vezes.

Isadora era bastante querida pela sociedade soledadense por se tratar de uma jovem alegre e carismática. Amigos de Isadora e que integram o Encontro de Jovens com Cristo (EJC), movimento da igreja católica, vestiram camisetas do grupo como forma de homenageá-la.

felipeMais comoção

No mesmo dia, uma hora mais tarde, ocorreu outro sepultamento de mais um jovem que perdeu a vida de forma trágica.

Trata-se do adolescente, Felipe Brito, de apenas 17 anos, assassinado a tiros na tarde de domingo (11) no bairro Chico Pereira, zona sul da cidade, enquanto estava na varanda da residência de seus avós.

De Olho no Cariri

Com Heleno Lima

 

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Em discurso de quase 40 minutos na sede das Nações Unidas (ONU), o presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump voltou a fazer ameaças de uso da força militar em países da América Latina e Caribe para garantir os interesses da Casa Branca na região.

“Nossas ações na Venezuela provam que os EUA não permitirão mais que ameaças à América [EUA] ganhem terreno em qualquer parte do Hemisfério Ocidental. E, se necessário, usaremos nosso poderio militar inigualável para garantir os interesses nacionais vitais dos EUA”, disse.

Trump participou, nesta terça-feira (22), da abertura da 81º Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ele discursou logo após o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que ressaltou, entre outros temas, que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.

O presidente dos EUA Donald Trump destacou, em seu discurso na ONU, a invasão ilegal promovida contra a Venezuela, em janeiro deste ano. Ele comemorou o “acordo” petroleiro firmado com a presidente encarregada Delcy Rodríguez, que garante o controle de até 21% do petróleo da Venezuela a uma empresa ligada ao Pentágono.

“Foi uma guerra, mas talvez seja o maior negócio já realizado. Ao vencedor pertencem os espólios; todos vocês já ouviram isso”, comentou Trump.

Os EUA invadiram a Venezuela e sequestraram o presidente Nicolás Maduro alegando que Caracas seria um “narcoestado”, argumento rejeitado por especialistas.

Após a prisão de Maduro, o Departamento de Justiça dos EUA retirou a acusação de que ele lideraria o suposto “Cartel de Los Soles”. A existência desse grupo não é consenso entre especialistas.

Na semana passada, os EUA retiraram a Venezuela da lista de países que não combatem o narcotráfico, onde estava desde 2005.

Trump ainda voltou a fazer ameaças a Cuba. A delegação da ilha caribenha se retirou do plenário da ONU durante a fala do presidente dos EUA em sinal de protesto.

Trump compara cartéis ao ISIS

Ainda durante o discurso na ONU, Trump voltou a comparar os cartéis de drogas da América Latina a organizações terroristas. Segundo ele, esses cartéis são semelhantes ao ISIS, grupo terrorista com origem no Iraque e na Síria.

“Acionei as Forças Armadas dos Estados Unidos para eliminá-los. Os cartéis são o ISIS do Hemisfério Ocidental”, disse. Além do Trump, secretários de Estado dos EUA têm feito essa comparação para justificar possíveis ações militares em países da região.

Analistas vem alertando que essa posição da Casa Branca pode ser usada como “pretexto” para interferir na política interna dos países latino-americanos.

Trump fez menções diretas ao México. Disse que tem boas relações com o governo de Claudia Sheinbaum, mas que é inaceitável que os EUA façam fronteira com um país que é o “epicentro da violência dos cartéis”.

“Portanto, o México deve retomar o controle de seu território das mãos dos inimigos da humanidade”, afirmou o presidente dos EUA.

A presidenta mexicana vem elevando o tom contra medidas dos EUA que considera ingerência em assuntos internos. Claudia Sheinbaum têm defendido que a luta contra os cartéis não pode servir de “desculpa” para intervenções externas.

Lula

Antes da fala de Trump, o presidente Lula destacou que a América Latina e o Caribe vivem sob pressão por estarem próximas da maior potência militar do planeta.

“Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais, a divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais”, destacou, ao citar os casos recentes de interferências na Venezuela, Haiti e Cuba.

De Olho no Cariri

Com Agência Brasil