Réus se contradizem e negam ter matado o garoto Éverton no início do julgamento do caso

julgamento_sume_montagemA quarta-feira, 18 de maio, foi de muita expectativa na cidade de Sumé, no Cariri da Paraíba. Os acusados de matar o pequeno Éverton Siqueira, em um crime que chocou a Paraíba em outubro do ano passado, foram ouvidos na primeira audiência de instrução do processo, ocorrida no Fórum Desembargador Arquimedes Souto Maior Filho.

A audiência durou mais de 10 horas e a Justiça agora vai esperar as alegações finais do Ministério Público, para só então definir o destino dos réus. O garoto Éverton Siqueira, de apenas cinco anos, foi assassinado durante um suposto ritual de magia negra, conforme inquérito da Polícia Civil. Foram ouvidos nesta quarta declarantes e testemunhas, além dos quatro acusados do caso.

Os réus em sua unanimidade negaram a participação direta na morte do garoto, alguns deles se contradizendo dos depoimentos já oferecidos por eles à polícia quando foram presos. Foi o caso da mãe do menino, Laudenice dos Santos Siqueira, que em todo o depoimento se contradisse muitas vezes e afirmou que não participou diretamente de seu assassinato. O suposto pai de santo Etin afirmou que tinha um caso amoroso com Laudenice e por essa relação, ela teria envolvido seu nome como participante do crime. Os dois já chegaram a confessar participação na morte de Éverton anteriormente.

O padrasto Daniel e seu amigo Paulistinha continuaram a negar participação na morte de Éverton. Para a juíza Michellini Jatobá, neste primeiro momento, foram concluídos todos os procedimentos de instrução da ação. “O processo agora vai para as razões finais do Ministério Público e diligências foram determinadas para o recolhimento de ofícios e comprovação de algumas das declarações oferecidas.

A magistrada afirmou que ainda não era possível dizer se os réus iriam ou não a júri popular, mas disse que espera em curto espaço de tempo, algo em torno de 2 meses, concluir o julgamento dos réus.

Ao final da audiência, já no início da noite desta quarta (18), muitos sumeenses lotaram a rua do Fórum, que foi isolada ao longo de todo o dia por medida de segurança. Populares gritavam “assassinos” a todo o tempo e pediam justiça para o caso.

O garoto Éverton Siqueira desapareceu no dia 11 de outubro do ano passado e teve o corpo encontrado na manhã do dia 13 do mesmo mês, em um matagal próximo à cidade de Sumé. De acordo com a versão do padrasto, ele saiu de manhã para procurar o garoto e, ao perguntar a uma pessoa conhecida, foi informado que uma criança teria sido encontrada no matagal. Ao chegar ao local, se deparou com o enteado morto em uma vala, com o corpo totalmente aberto e o pênis decepado.

A mãe, o pai, um amigo da família e um suposto pai de santo foram denunciados pelo Ministério Público da Paraíba pelos crimes de ocultação e destruição de cadáver, morte por motivo torpe, vilipêndio de cadáver, associação criminosa, entre outros delitos.

A mãe, o padrasto e o amigo da família estão recolhidos em presídios de João Pessoa. Por motivo de segurança, o suposto pai de santo está preso na penitenciária da cidade de Catolé do Rocha, no Sertão da Paraíba.

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A Prefeitura de Sumé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta sexta-feira mais uma Feira de Saúde na zona rural. A ação aconteceu na Unidade Âncora de Saúde da comunidade Riacho da Roça e reuniu moradores da localidade e de comunidades vizinhas.

Ao todo, 153 atendimentos foram realizados durante a programação, que concentrou diferentes serviços de saúde em um único local. Os moradores tiveram acesso a consultas médicas e de enfermagem, atendimento odontológico por meio da unidade móvel, vacinação, marcação de consultas, emissão e atualização do Cartão SUS, coleta para exames laboratoriais, fisioterapia e regulação de exames.

A Farmácia também esteve presente durante a ação. Com isso, os pacientes que receberam prescrição e tinham o medicamento disponível puderam sair do atendimento já com o remédio em mãos.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Niedja Rodrigues, a Feira de Saúde permite levar para as comunidades serviços que normalmente exigiriam o deslocamento dos moradores para a cidade.

“Na feira de hoje, fizemos questão de trazer mais serviços. Tivemos dois médicos, laboratório, farmácia, fisioterapia e regulação de exames, para que o usuário possa sair daqui com o exame regulado e, quando necessário, com o medicamento em mãos”, explicou.

A Unidade Âncora do Riacho da Roça já funciona regularmente a cada 15 dias, com atendimento médico, de enfermagem e odontológico, além da atuação de técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Nesta sexta-feira, a estrutura foi ampliada com a presença de outros profissionais e serviços.

O atendimento odontológico também terá continuidade. A unidade móvel permanecerá na região por mais uma semana, permitindo que outros moradores tenham acesso ao serviço.

O prefeito de Sumé, Manezinho Lourenço, acompanhou a programação e destacou a importância de levar os atendimentos para mais perto das comunidades rurais.

“A gente sabe da dificuldade de quem mora na zona rural para se deslocar em busca de atendimento. Por isso, é importante trazer os serviços para perto dessas pessoas e garantir que elas tenham acesso ao atendimento de que precisam”, afirmou.

Além dos serviços de saúde, 30 crianças receberam kits escolares por meio do programa Criança na Escola.

A Feira de Saúde já passou pelo Assentamento Mandacaru e pelo Sítio Santo Agostinho. A próxima edição está programada para o dia 11 de setembro, na comunidade do Sítio Jurema.

Também acompanharam a ação o secretário municipal de Obras, Serviços Urbanos e Agricultura, Vicente Lourenço, e o vereador Damião Rildo.

De Olho no Cariri

Ascom – Prefeitura de Sumé