Pesquisadores da UFCG constroem casas ecológicas no Cariri da Paraíba

casa_ecologicaPesquisadores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) desenvolveram uma casa ecológica para dar mais conforto ao homem do campo, no interior da Paraíba. O experimento está sendo feito no distrito de Ribeira, na Zona Rural de Cabaceiras, no Cariri paraibano. No local moram cerca de 1,2 mil habitantes e as casas são conjugadas  (unidas pela mesma parede), o que provoca um grande calor em épocas mais quentes. O projeto melhora a ventilação das casas aliviando o calor comum da região, além de gerar economia com água e energia.

Segundo o professor da UFCG, Geraldo Beracuhy, as modificações estudadas têm o objetivo de melhorar a qualidade de vida nas moradias da comunidade de famílias carentes.

“De maneira geral, nós tentamos resgatar um pouco da cultura histórica brasileira, quando outrora os portugueses construíam muitas casa com o teto alto. Ao estudar essa história e a necessidade de colocar o pequeno agricultor em um lugar agradável,  foi verificada várias modificações que nós podíamos fazer em uma casa, no interior da Paraíba”, explica ele.

Todas as paredes da casa são brancas, pois, segundo o pesquisadores, a cor reflete mais a luz do sol e colabora com e economia de energia elétrica. A casa tem 69 m³ e 5 metros de altura, com dois quartos, sala, cozinha, um banheiro e um mezanino. Na área externa, o formato do telhado garante uma melhor captação da água da chuva, através de um calha que leva a água para uma cisterna com capacidade para 16 mil litros, que pode garantir o abastecimento da casa por até um ano.

O engenheiro agrônomo, Verneck Abrantes disse que, mesmo estando em uma área seca, a captação da água pode gerar uma autonomia no abastecimento.“Ainda vai chegar um momento em que carro pipa deve ser banido dessas áreas. Essa captação de água deve ser natural e ao mesmo tempo saneada, dentro das condições de chuvas. Apesar de chover pouco na região, é possível ser autossuficiente com a chuva que cai”, garante o engenheiro.

O mestre de obras, Gilvan Oliveira, responsável pela construção das casas garante que a construção delas pode ser mais barata que a de casas comuns da região. “Uma casa dessa hoje, em termos de material e mão de obra, eu creio que fica em torno de R$40 mil. Uma casa comum sairia por mais de R$50 mil”, disse.

Com G1

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A Prefeitura de Sumé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta sexta-feira mais uma Feira de Saúde na zona rural. A ação aconteceu na Unidade Âncora de Saúde da comunidade Riacho da Roça e reuniu moradores da localidade e de comunidades vizinhas.

Ao todo, 153 atendimentos foram realizados durante a programação, que concentrou diferentes serviços de saúde em um único local. Os moradores tiveram acesso a consultas médicas e de enfermagem, atendimento odontológico por meio da unidade móvel, vacinação, marcação de consultas, emissão e atualização do Cartão SUS, coleta para exames laboratoriais, fisioterapia e regulação de exames.

A Farmácia também esteve presente durante a ação. Com isso, os pacientes que receberam prescrição e tinham o medicamento disponível puderam sair do atendimento já com o remédio em mãos.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Niedja Rodrigues, a Feira de Saúde permite levar para as comunidades serviços que normalmente exigiriam o deslocamento dos moradores para a cidade.

“Na feira de hoje, fizemos questão de trazer mais serviços. Tivemos dois médicos, laboratório, farmácia, fisioterapia e regulação de exames, para que o usuário possa sair daqui com o exame regulado e, quando necessário, com o medicamento em mãos”, explicou.

A Unidade Âncora do Riacho da Roça já funciona regularmente a cada 15 dias, com atendimento médico, de enfermagem e odontológico, além da atuação de técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Nesta sexta-feira, a estrutura foi ampliada com a presença de outros profissionais e serviços.

O atendimento odontológico também terá continuidade. A unidade móvel permanecerá na região por mais uma semana, permitindo que outros moradores tenham acesso ao serviço.

O prefeito de Sumé, Manezinho Lourenço, acompanhou a programação e destacou a importância de levar os atendimentos para mais perto das comunidades rurais.

“A gente sabe da dificuldade de quem mora na zona rural para se deslocar em busca de atendimento. Por isso, é importante trazer os serviços para perto dessas pessoas e garantir que elas tenham acesso ao atendimento de que precisam”, afirmou.

Além dos serviços de saúde, 30 crianças receberam kits escolares por meio do programa Criança na Escola.

A Feira de Saúde já passou pelo Assentamento Mandacaru e pelo Sítio Santo Agostinho. A próxima edição está programada para o dia 11 de setembro, na comunidade do Sítio Jurema.

Também acompanharam a ação o secretário municipal de Obras, Serviços Urbanos e Agricultura, Vicente Lourenço, e o vereador Damião Rildo.

De Olho no Cariri

Ascom – Prefeitura de Sumé