Governo cria Câmara de Conciliação e Instrução para reavaliar licitações

1295009336A edição desta terça-feira (19), do Diário Oficial do Estado da Paraíba ( DOEPB) publicou ato governamental que cria a Câmara de Conciliação e Instrução, que tem como principal objetivo reavaliar as licitações em curso para compras, as contratações de bens e serviços, buscando a redução de custos. A medida do governador Ricardo Coutinho considera a perspectiva econômica para o exercício de 2016, que exige ações governamentais para garantir o equilíbrio fiscal da Paraíba.

A comissão responsável pela reavaliação, composta por um membro da Procuradoria Geral do Estado (PGE), da Controladoria Geral do Estado (CGE), da Secretaria de Estado de Administração (Sead), da Chefia de Gabinete do Governador e da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento, Gestão e Finanças (Seplag), seguirá critérios de viabilidade, conveniência e oportunidade, tendo como premissa o interesse público direcionado à contenção e à redução de despesas.

Desde o início do ano passado, o governador Ricardo Coutinho vem adotando medidas de austeridade visando à contenção de gastos e enxugamento da máquina pública, tendo em vista o atual cenário econômico. As medidas, no entanto, não devem comprometer a eficiência dos serviços prestados à população, gerar remuneração adicional ou outros itens que impliquem despesas.

“Convocamos os fornecedores e prestadores de serviço para renegociar os valores das licitações em processo e os contratos já assinados para encontrar uma solução razoável. O agravamento da crise econômica faz com que, assim como qualquer empresa privada, haja redução de gastos e busca por preços mais baixos. Passada a etapa de negociação, caso ambas as partes não consigam entrar em um acordo, o Estado reserva-se no direito de rescindir o contrato e partir para uma nova licitação”, explica o procurador geral do Estado, Gilberto Carneiro.

Inicialmente, serão reavaliadas, dentro do prazo de 30 dias, as licitações, contratos e dívidas com valores anuais superiores a R$ 300 mil. Depois deste período, serão dispostos mais 30 dias para todos os outros contratos ou dívidas com valores inferiores.

Serão reduzidos os preços cotados ou contratados, conforme o caso, em comparativo permanente aos preços praticados pelo mercado, seja de futuras licitações, seja das já realizadas. O comparativo também pode ser feito com os preços de referência registrados nos sistemas de compras dos governos federal, estadual e municipal, respeitado o percentual de redução mínimo de 15%.

Também poderão ser reduzidas, ao invés do preço, as quantidades licitadas ou contratadas, ao nível da disponibilidade orçamentária ou do estritamente necessário para atendimento da demanda. As licitações referentes a obras públicas não passarão por renegociação.

 

Com Secom

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1