Desembargador acata liminar e suspende processo de Berg Lima na Câmara de Bayeux

O desembargador Abraham Lincoln acatou liminar interposta pela defesa do prefeito afastado de Bayeux, Berg Lima (Podemos) e determinou a suspensão do Processo Administrativo nº 01/2017 que tramita na Câmara Municipal para decidir pela cassação ou não do gestor. Berg Lima é suspeito de cobrar propina a um empresário da cidade e teve a prisão determinada no dia 5 de julho, após um vídeo dele recebendo uma quantia em dinheiro ser divulgado pela imprensa.

 

De acordo com o advogado Raoni Vita, a Comissão Processante que estava conduzindo o processo de Berg Lima na Câmara não obedeceu o critério da proporcionalidade partidária. Ele lembrou que dois partidos com maior número de parlamentares acabaram sendo excluídos da formação da comissão, inclusive a legenda do prefeito Berg, o Podemos.

Raoni explicou que com a decisão o processo permanece suspenso até o Tribunal de Justiça se posicione sobre a permanência ou não da atual comissão.

Ele revelou ainda que uma audiência que estava prevista para acontecer nesta segunda-feira (28) não foi realizada pela Câmara da cidade.

Com Portal Correio

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB