Suspeitos de desviar salários de jogadores da Série A são presos

Policiais civis de quatro estados deflagraram, na manhã desta terça-feira (24), a operação “Falso 9” para cumprir mandados de prisão e busca contra suspeitos de integrar um grupo criminoso especializado em golpes financeiros contra jogadores de futebol. Entre as vítimas estão atletas da Série A do Campeonato Brasileiro, como Gabriel Barbosa, o Gabigol, do Cruzeiro, e Walter Kannemann, do Grêmio.

De acordo com a investigação, os criminosos teriam desviado cerca de R$ 938 mil do salário de Gabigol. Os desvios foram detectados pelas instituições bancárias e informados aos jogadores.

Ao todo, estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão nas cidades de Porto Velho (RO), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Almirante Tamandaré (PR) e Lábrea (AM).

O chefe da organização foi preso no Bairro Alto, em Curitiba. Outro suspeito foi detido no bairro Atuba, também na capital paranaense, onde a polícia apreendeu celulares, documentos com dados de vítimas e cópias falsas de documentos de identidade.

A operação é coordenada pela Polícia Civil e conta com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), ligado ao Ministério da Justiça.

MaisPB

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri