Publicada medida provisória que define aumento salarial dos servidores da Paraíba

O Governo da Paraíba publicou a medida provisória que estabelece o reajuste salarial para os servidores públicos estaduais, cargos comissionados e o Piso do Magistério. O reajuste já vale a partir deste mês (janeiro de 2025), com aumento de 5% para diversas categorias. A medida provisória consta na edição desta quinta-feira (30) do Diário Oficial do Estado (DOE).

De acordo com a medida, será aplicado um reajuste de 5% sobre os vencimentos, subsídios e pensões de servidores estatutários, ativos, inativos e pensionistas, além do soldo dos servidores militares estaduais. O vencimento mínimo dos servidores estaduais será de R$ 1.518,00, incluindo servidores contratados.

Ainda segundo o texto, os servidores da educação e os procuradores do Estado terão seus vencimentos ajustados conforme tabelas específicas, publicadas no diário oficial (acesse aqui).

Um dos destaques da medida é o Piso Nacional do Magistério, que será ajustado em 6,27%. Além disso, o vencimento dos servidores contratados temporariamente para funções como professor, coordenador e assessor pedagógico será fixado em R$ 3.009,16, com implementação a partir de 1º de março de 2025. Também está prevista a incorporação da Bolsa Desempenho Profissional, com um acréscimo de 20% do valor pago em janeiro de 2022, a ser incorporada a partir de junho de 2025.

Mais PB

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1