Na Paraíba, Romeu Zema sinaliza apoio a Efraim ao Governo e minimiza racha entre Novo e PL

Em visita à Paraíba neste domingo (21), o pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), indicou que pode apoiar a candidatura do senador Efraim Filho (PL) ao Governo do Estado nas eleições de 2026. Ao ser questionado sobre o cenário local, já que provavelmente o Novo não terá palanque no estado, o governador mineiro disse: “se ele estiver contra o PT, tem o meu apoio sim”.

A declaração ocorre em um momento de ruptura da aliança entre PL e Novo na Paraíba. Enquanto o PL trabalha para consolidar a chapa liderada por Efraim Filho ao governo e pelo ex-ministro Marcelo Queiroga ao Senado, o Novo tenta viabilizar a candidatura de Major Fábio (Novo) à mesma vaga, o que tem gerado divergências entre as duas legendas.

Mesmo diante dessa conjuntura, Zema minimizou um eventual racha no campo conservador e afirmou que há espaço para diferentes projetos políticos. “Estamos confiantes que teremos o nosso espaço”, disse.

Agenda de Zema na Paraíba

O presidenciável cumpriu agenda na Paraíba neste domingo. Pela manhã ele esteve em Campina Grande e visitou a Vila do Artesão e à tarde almoçou com lideranças do Novo, como o pré-candidato ao Senado, Major Fábio (Novo), e de setores econômicos do estado.

A visita acontece em um momento de baixa competitividade de Zema nas pesquisas nacionais. Levantamento do Datafolha divulgado no sábado (20) aponta o governador de Minas Gerais com 2% das intenções de voto no primeiro turno da disputa presidencial de 2026.

Críticas ao Nordeste

O presidenciável também procurou afastar críticas feitas ao Nordeste no passado. Em 2023, ao defender uma articulação entre estados do Sul e Sudeste, comparou o tratamento dado às regiões brasileiras ao de um produtor rural que privilegiaria “as vaquinhas que produzem pouco”, declaração que gerou repercussão negativa.

Neste domingo, porém, elogiou o ambiente empreendedor que encontrou na região, especialmente no Agreste. Segundo ele, a experiência reforçou sua visão de que políticas públicas devem estimular a autonomia econômica. “Vi aqui uma região em que o empreendedorismo e a garra das pessoas, principalmente das mulheres, fizeram toda a diferença, gerando prosperidade. É isso que o Brasil precisa”, afirmou.

Com Jornal da Paraíba

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB