Mais um prefeito deixa Veneziano e acompanha o projeto político de Nabor

O tabuleiro político da Paraíba segue se movimentando em ritmo acelerado. A novidade da vez mexe diretamente com o xadrez das alianças: o prefeito de Sapé, Major Sidnei, anunciou oficialmente sua adesão ao projeto liderado por Nabor Wanderley. O anúncio contou também com o peso de Denise Ribeiro, pré-candidata à Assembleia Legislativa, que confirmou que também marcha junto ao grupo.

Entre os aspectos que mais repercutem no anúncio está a decisão do prefeito de Sapé de deixar a base política do senador Veneziano Vital do Rêgo para integrar o grupo liderado por Nabor Wanderley. O movimento amplia a composição do grupo liderado por Nabor Wanderley e repercute entre lideranças políticas e municipais da Paraíba.

Ao comentar a sua decisão, fruto de diálogo e avaliação do cenário estadual, o Major Sidnei não escondeu os motivos da mudança: “Depois de muito diálogo e reflexão, entendemos que este é o melhor caminho para defender os interesses de Sapé e contribuir com o futuro da Paraíba”, declarou o prefeito.

A chegada de Denise Ribeiro soma forças e dá densidade eleitoral ao bloco na região da Zona da Mata. “Seguimos trabalhando para fortalecer a representação da nossa região e contribuir com iniciativas que possam gerar resultados para os municípios e para os paraibanos”, afirmou a pré-candidata.

Nabor comemorou a chegada das novas lideranças e destacou a confiança depositada no projeto que vem construindo. “Recebo com gratidão o apoio de Major Sidnei e Denise Ribeiro. A decisão de caminhar conosco reforça a força de um projeto que tem como prioridade ouvir os municípios e trabalhar pelo desenvolvimento de todas as regiões da Paraíba”, afirmou.

Com essa movimentação, o grupo liderado por Nabor ganha mais força e impõe uma perda simbólica importante a Veneziano, sinalizando que o ritmo de crescimento da pré-campanha continua forte e atraindo novos rumos nos bastidores.

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil