João Azevêdo anuncia Chico Mendes e Roberto Franca como suplentes ao Senado Federal

Ex-governador da Paraíba, o candidato ao Senado Federal João Azevêdo (PSB) anunciou, nesta segunda-feira (10), os nomes de seus suplentes. O deputado estadual Chico Mendes (PSB) será o primeiro suplente, enquanto o engenheiro civil Roberto Franca (PSB) ocupará a segunda suplência.

Em substituição à candidatura de Chico Mendes para a Assembleia Legislativa, o presidente estadual do PSB anunciou o nome da empresária Nil Mendes (PSB), esposa do parlamentar.

Ao apresentar a composição, João destacou a experiência política e administrativa dos dois nomes e a identificação de ambos com um projeto voltado ao desenvolvimento dos municípios. A escolha reúne, de um lado, a trajetória política e municipalista de Chico Mendes e, de outro, a experiência técnica de Roberto Franca em áreas como saneamento, planejamento e gestão pública.

Com a definição das duas suplências, João Azevêdo completa a composição de sua candidatura ao Senado reunindo perfis com experiência política, conhecimento da realidade dos municípios e atuação técnica na administração pública.

Experiência política e municipalista

Bacharel em Direito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), campus de Sousa, Chico Mendes construiu sua trajetória política a partir do município de São José de Piranhas, no Sertão. Foi vereador por três mandatos consecutivos, presidiu a Câmara Municipal por quatro vezes e também exerceu o cargo de prefeito do município.

Atualmente em seu segundo mandato de deputado estadual, Chico Mendes assumiu, em 2023, por indicação do então governador João Azevêdo, a liderança do Governo na Assembleia Legislativa da Paraíba. Ele permanece na função durante a gestão do governador Lucas Ribeiro (Progressistas). Chico é casado com Nil Mendes e pai de Diogo Mendes.

Experiência técnica e gestão pública

Segundo suplente de João, Roberto Franca é engenheiro civil formado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com pós-graduação pela Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP). Filiado ao PSB, tem trajetória profissional ligada principalmente às áreas de saneamento, planejamento e infraestrutura.

Roberto participou do desenvolvimento de projetos de sistemas de abastecimento de água e de coleta e tratamento de efluentes em municípios paraibanos. Na gestão pública, atuou na Fundação Nacional de Saúde (Funasa), com ações relacionadas ao saneamento básico, saúde ambiental e apoio técnico aos municípios. Na Prefeitura de João Pessoa, participou da criação da Unidade Executora Municipal (UEM), vinculada à Secretaria de Planejamento.

É neto do ex-prefeito de João Pessoa Damásio Franca e do ex-comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba e ex-vereador da Capital Coronel Gadêlha. É casado com a psicóloga e bacharel em Direito Julyana Mesquita e pai de Yasmin Franca e Roberto Franca Filho.

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB