Homens são presos por homicídio na PB; segundo a polícia, eles deixaram corpo de adolescente para ser devorado por jacarés

Os suspeitos da morte de um adolescente que desapareceu em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, teriam deixado o corpo em um local que seria habitat natural de jacarés, para que os animais comessem o corpo dele. A informação é da delegada de Homicídios de Santa Rita, Vladia Holanda, durante uma coletiva de imprensa sobre o caso, realizada na manhã desta quinta-feira (29). 

Três homens foram presos nesta quinta-feira (29) suspeitos de envolvimento na morte do adolescente que estava desaparecido desde o dia 22 de maio. O corpo foi encontrado nesta quarta-feira (28). 

De acordo com a Polícia Civil, Keven Alerrandro Martins Soares, 15 anos, foi encontrado com marcas de facas e pés amarrados. 

Ainda segundo a Polícia Civil, os suspeitos, que têm envolvimento com grupos criminosos da região, disseram que o adolescente estava tentando roubar um cavalo. Durante a abordagem dos suspeitos, o adolescente falou que morava em Bayeux, região de uma facção rival, o que também teria motivado o crime. Essa versão, no entanto, ainda não foi confirmada pelas investigações. 

Relembre o caso 

O corpo de um adolescente foi encontrado em uma área de mata nesta quarta-feira (28), em Santa Rita, na Grande João Pessoa. De acordo com a Polícia Civil, o jovem, que morava em Bayeux, estava desaparecido desde a última quinta-feira (22). 

A Polícia Civil chegou até o local onde o corpo estava através de uma denúncia anônima, e a busca foi realizada em conjunto com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, que tiveram uma equipe de cães farejadores atuando no local para encontrar o corpo do adolescente. A linha de investigação quanto à motivação do crime não foi detalhada pela polícia. 

Segundo a Polícia Civil, dois suspeitos foram presos e vão ser autuados por ocultação do cadáver, mas a investigação aponta que o assassinato tenha de três a quatro envolvidos. 

De acordo com o perito do Instituto de Polícia Científica (IPC), o corpo foi encontrado com as pernas amarradas e a boca amordaçada. Uma perícia será realizada para confirmar se a morte foi causada por tiros ou por golpes de faca.

Com G1 Paraíba

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri