Homem é preso suspeito de agredir e fraturar braço de policial em festa de São João, na Paraíba

Um jovem de 21 anos foi preso em flagrante por agredir e fraturar um braço de um policial militar durante uma festa de São João, na cidade de São José de Piranhas, no Sertão da Paraíba, neste domingo (14). As informações foram confirmadas pela Polícia Militar.

De acordo com a PM, o suspeito foi abordado quando foi visto arremessando um copo de bebida contra outra equipe policial. Com isso, ele foi revistado, mas desacatou a ordem de parar e, ainda conforme a versão da polícia, passou a “resistir ativamente à voz de prisão”.

Entre as formas de resistir a prisão, conforme a investigação, o suspeito desferiu socos e pontapés contra a PM, resultando na lesão de um aluno soldado, de 29 anos, que sofreu uma fratura no braço direito.

O aluno soldado foi foi socorrido e conduzido ao Hospital Regional de Cajazeiras para atendimento médico. O estado de saúde dele não foi divulgado.

Após o suspeito ser contido, a revista foi feita no corpo dele e foi encontrado uma quantidade de “skunk”, uma espécie de maconha. O material foi apreendido e, assim como o suspeito, foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Cajazeiras.

O homem deve responder pelos crimes de desacato, resistência e lesão corporal.

Com Jornal da Paraíba

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil