Homem é preso por matar colega que se recusou a lhe emprestar R$ 2 na Paraíba

Um homem foi preso, na manhã desta sexta-feira (30), no centro de Guarabira, acusado de agredir brutalmente e causar a morte de um homem por um motivo considerado fútil: a recusa de R$ 2,00. Carlos Antônio Pereira da Silva, conhecido como “Carlinhos de Aritana”, foi detido por investigadores do Núcleo de Homicídios da Polícia Civil, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva nesta manhã.

O crime aconteceu no último dia 17 de maio, na ladeira do Tororó, em Guarabira. De acordo com as investigações, Carlos Antônio teria pedido R$ 2,00 à vítima, Alcides José Araújo da Costa. Após a recusa, ele passou a agredi-la com diversos socos. Com a violência das agressões, Alcides caiu, bateu a cabeça no meio-fio e foi socorrido em estado grave ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde permaneceu internado até o dia 25, quando não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Segundo o delegado Wagner Dorta, responsável pelo caso, o crime chocou pelo nível de brutalidade e a motivação banal. “Ele ceifou a vida de um cidadão por causa de dois reais. É um sujeito frio, que não demonstrou qualquer arrependimento pela brutalidade cometida”, afirmou.

Após a prisão, Carlos Antônio será submetido à audiência de custódia e encaminhado ao Presídio Regional de Guarabira, onde ficará à disposição da Justiça.

MaisPB

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri