Governo Lula quer mudar atribuições da PRF e torná-la uma “PM nacional”, diz ministro Ricardo Lewandowski

O Governo Lula quer mudar as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para torná-la uma polícia ostensiva, chamada de Polícia Ostensiva Federal. A medida faz parte de um conjunto de ações sobre mudanças na Segurança Pública que vão ser propostas dentro de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que o governo apresentará ao Congresso. A novidade foi apresentada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, nesta quinta-feira (31).

A PEC foi finalizada e apresentada durante uma reunião com os governadores e vice-governadores de todos os estados e do Distrito Federal. Ainda na reunião, Lewandowski defendeu que o Governo Federal precisa ter uma “polícia ao estilo da PM” para agir quando necessário.

“Propomos que a PRF deixe de ter esse nome as atribuições que ela hoje tem para denominar-se Polícia Ostensiva Federal. Acho importante que tenhamos uma força que possa enfrentar a criminalidade, como uma PM nacional. Além das rodovias ela atuaria nas hidrovias e ferrovias, sem nenhum choque com relação à Polícia Federal. Ela poderá prestar auxílio emergencial e temporária às forças estaduais e distritais desde que solicitada pelos governadores”, afirmou o ministro.

Na reunião, o presidente Lula também defendeu mudanças na Constituição para que o país possa agir, principalmente, contra o crime organizado. De acordo com o presidente, a legislação atual ficou para trás e a criminalidade conseguiu se atualizar.

“Sabemos que o crime organizado não é como já foi em outras décadas. O crime organizado hoje não é mais o bandido comum. Hoje é uma organização poderosa que está envolvido em todos os setores da sociedade. O crime organizado está crescendo. Eles estão em quase todos os estados e até disputando eleições”, argumentou o presidente.

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O ex-governador da Paraíba publicou, nesta quarta-feira (04), um vídeo nas redes sociais se pronunciando sobre a acusação de assédio registrado em uma delegacia de Brasília nesta segunda-feira (02) em que afirmou ‘não admitir’ que tentem ‘destruir’ a sua honra.

“Existe uma coisa que não admito: que se tente destruir a honra de uma pessoa com acusações graves e irresponsáveis”, disse Coutinho.

Deputado federal eleito, Ricardo alegou que foi acompanhar um jogo de futebol com seu enteado na Vila Olímpica de Santa Maria, em Brasília. No vídeo, o ex-prefeito da Capital conta que estacionou um carro em um terreno baldio e escuro e depois entrou no local para acompanhar a partida quando, para ‘surpresa dele’, foi abordado por um jovem que começou a ‘gritar e fazer acusações sobre supostos gestos dirigidos a crianças’.

“Estacionei meu carro num terreno baldio e escuro, em frente à Vila Olímpica, e entrei para assistir o jogo e, para minha surpresa, fui abordado por um rapaz que começou a gritar, fazendo acusações sobre supostos gestos dirigidos a crianças. Quero dizer uma coisa olhando nos olhos de cada pessoa que está me ouvindo e vendo: não pratiquei qualquer comportamento impróprio com criança alguma”, concluiu.

Entenda o caso

O ex-governador da Paraíba e deputado federal eleito, Ricardo Coutinho (PT), se envolveu em uma denúncia, nesta segunda-feira (2), na Vila Olímpica de Santa Maria, em Brasília. Moradores das imediações sugeriram que Ricardo fez gestos obscenos e “cortou luz” para crianças que brincavam no equipamento esportivo e acionaram a Polícia Militar do Distrito Federal.

Segundo Boletim de Ocorrência, divulgado pela PM do Distrito Federal, Coutinho foi conduzido à delegacia da região para prestar esclarecimentos Após depoimento, a Polícia liberou o político.

Em nota divulgada à imprensa pela assessoria jurídica, nesta terça-feira (3), Ricardo Coutinho classificou o episódio como uma tentativa de golpe e de extorsão. Ele explicou que levou o enteado para jogar bola no local quando foi surpreendido pelas acusações dos populares.

Com MaisPB