Defesa de Renan Santos pede ao TSE revogação de decisão de Toffoli que restringiu campanha digital

A defesa de Renan Santos (Missão) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a revogação da decisão do ministro Dias Toffoli que suspendeu parte da campanha digital do candidato e determinou uma série de restrições à chapa presidencial.

Os advogados classificam a medida cautelar como “manifestamente ilegal” e pedem, ao final do processo, o deferimento do registro de candidatura.

A manifestação foi apresentada nesta segunda-feira (31), um dia após a divulgação da decisão de Toffoli.

O ministro entendeu que houve indícios de irregularidades na comunicação à Justiça Eleitoral dos perfis utilizados pela campanha nas redes sociais e determinou a suspensão de contas que não haviam sido informadas dentro do prazo considerado adequado pela Corte.

Meta derruba perfis de Renan Santos a pedido de Toffoli

Os advogados afirmam ainda que não houve gastos com impulsionamento de conteúdo nessas contas.

Segundo a petição, o candidato já havia informado, no pedido de registro, um perfil na rede X e o site oficial da campanha.

A defesa argumenta que a inclusão posterior de outras redes ocorreu por iniciativa da própria campanha, em observância às regras eleitorais, e que eventual atraso foi pequeno, já que as contas foram comunicadas ao TSE em 19 de agosto, quatro dias após o início do período de propaganda.

Os advogados também contestam a conclusão de Toffoli de que teria havido uma “omissão estratégica” por parte da campanha.

Segundo a manifestação, questões relacionadas a eventuais irregularidades de propaganda eleitoral deveriam ser discutidas em ações específicas, e não no processo de registro de candidatura.

A defesa afirma ainda que outros candidatos também complementaram informações sobre redes sociais e sites após o registro das candidaturas.

O documento cita os registros de Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado para sustentar que a atualização posterior de informações não seria uma situação exclusiva de Renan Santos.

Outro argumento apresentado é o de que a informação sobre redes sociais teria natureza meramente formal, destinada à fiscalização da Justiça Eleitoral, e não constituiria requisito para o deferimento da candidatura.

Ao final da petição, os advogados ressaltam que a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou favoravelmente ao registro da candidatura de Renan Santos, por entender que o candidato preenche os requisitos de elegibilidade e não se enquadra em hipóteses de inelegibilidade. Com base nisso, pedem a revogação imediata da cautelar imposta por Toffoli e a aprovação definitiva do registro.

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República, durante ato de campanha em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República, durante ato de campanha em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

Entenda

Na decisão divulgada nesta segunda-feira (31), Toffoli suspendeu a propaganda eleitoral da chapa de Renan Santos em perfis não informados inicialmente à Justiça Eleitoral.

O ministro também determinou a suspensão de repasses do Fundo Eleitoral, proibiu gastos com recursos eventualmente já recebidos e vetou a participação dos candidatos em debates, programas de rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação enquanto a decisão estiver em vigor.

Após a determinação, Meta e TikTok informaram ao TSE que retiraram do ar os perfis apontados na decisão.

g1 também verificou que o canal do candidato no YouTube ficou indisponível. Conforme informado pelas plataformas à Corte, apenas o perfil no X e o site oficial da campanha permanecem ativos.

Portal G1

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial de Monteiro (GTE), pertencente à 14ª Delegacia Seccional de Polícia Civil, deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, a Operação “Vigiados”, destinada ao cumprimento de oito mandados de busca e apreensão expedidos no âmbito de investigações relacionadas aos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, uma pessoa foi presa em flagrante pela prática, em tese, do crime de tráfico de drogas. Também foram apreendidos aparelhos celulares e outros elementos de interesse investigativo, que serão submetidos aos procedimentos periciais e de análise de dados devidamente autorizados.

A operação teve como principal finalidade a coleta de provas destinadas a robustecer e concluir inquéritos policiais em tramitação no GTE de Monteiro, especialmente aqueles que apuram a atuação estruturada de organização criminosa voltada ao comércio ilícito de entorpecentes na região.

A ação mobilizou cerca de 30 policiais civis, reunindo equipes do GTE de Monteiro e das delegacias que integram a área da 14ª Seccional, incluindo unidades de Monteiro, Sumé e Serra Branca, além de servidores de outras delegacias da circunscrição. A atuação integrada permitiu o cumprimento simultâneo das ordens judiciais e a preservação dos elementos probatórios apreendidos.

A Operação “Vigiados” integra o planejamento operacional desenvolvido pelo GTE de Monteiro e pela 14ª Delegacia Seccional de Polícia Civil, com foco no enfrentamento qualificado ao tráfico de drogas e às organizações criminosas, mediante ações de inteligência, investigação e obtenção de provas.

As investigações prosseguem, inclusive com a análise técnica do material apreendido, para o completo esclarecimento dos fatos, a identificação de outros possíveis integrantes do grupo criminoso e a definição das responsabilidades individuais.