Defensoria Pública questiona fim de plantões noturnos em hospitais de Campina Grande

A Defensoria Pública da Paraíba cobrou informações sobre os plantões em hospitais de Campina Grande e a continuidade dos serviços de Fisioterapia, Psicologia e Serviço Social na rede municipal. O órgão questiona mudanças nas escalas e possíveis períodos sem profissionais durante a noite, nos fins de semana e feriados. A reportagem teve acesso ao documento nesta quinta-feira (13).

O ofício foi enviado à Secretaria de Saúde de Campina Grande na quarta-feira (12) e dá prazo de 15 dias para que a pasta apresente informações sobre a organização dos serviços.

A cobrança envolve quatro unidades: o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), o Hospital da Criança e do Adolescente, o Hospital Municipal Dr. Edgley e o Hospital Municipal Pedro I.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande informou que não tomou conhecimento do ofício citado e que reorganizou as escalas de algumas categorias profissionais da rede hospitalar, como parte da adequação dos serviços às necessidades de cada unidade. A pasta afirmou que os serviços de Fisioterapia, Psicologia e Serviço Social continuam sendo ofertados conforme os protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS) e as necessidades dos pacientes e que a reorganização não compromete a assistência aos usuários.

De acordo com a Defensoria, há relatos de que os plantões noturnos de Fisioterapia, Psicologia e Serviço Social teriam sido interrompidos em algumas unidades. Nesses casos, o atendimento teria ficado concentrado entre 7h e 19h.

O órgão afirma que a mudança pode deixar períodos sem atendimento para situações que não acontecem apenas durante o horário administrativo. Entre os exemplos citados estão casos de violência doméstica e sexual, crianças e adolescentes em situação de risco, abandono, óbitos e altas hospitalares que precisam de articulação com a rede de proteção.

O que pede a Defensoria

De acordo com o documento, a Defensoria pede que, caso não exista profissional disponível durante todo o período de funcionamento das unidades, a Secretaria de Saúde deverá informar qual é o fluxo de atendimento para os pacientes que precisarem desses serviços nesses horários. O órgão também pediu informações sobre uma possível previsão de retomada da cobertura.

A Defensoria solicitou ainda as escalas dos últimos três meses, incluindo agosto de 2026, dos quatro hospitais. Também pediu os documentos que fundamentaram mudanças nas escalas, redução de equipes, remanejamento ou descontinuidade dos serviços.

Com Jornal da Paraíba

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O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), aceitou a solicitação do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para retirar o sigilo do caso Master.

“Registro, ainda, que estão sendo adotadas as providências administrativas necessárias à remessa de cópia integral dos referidos autos, em HD próprio, à Presidência e aos Gabinetes dos eminentes ministros”, prosseguiu Mendonça.

Em seu pedido, Fachin sustentou que o processo que diz respeito às mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tem relação direta com o caso Master e será julgado na próxima terça-feira (15).

O presidente do STF menciona em sua decisão a necessidade de ser tornada pública a investigação que levou à prisão de Vorcaro em março deste ano e de todos os procedimentos nela contidos ou a ela relacionados.

A ordem de Fachin ressalva apenas o que diga respeito a diligências cujo sigilo seja imprescindível à realização da medida. Essas poderão permanecer em sigilo.

A medida foi feita “de ofício”. Ou seja, feita por ele mesmo, não atendendo a pedido de nenhuma parte.

De Olho no Cariri

Com CNN Brasil