Chance de Juliana Cunha Lima na vice diminui, e PL adota critério de segmento para chapa de Efraim

As chances de a primeira-dama de Campina Grande, Juliana Cunha Lima, aceitar o convite do senador Efraim Filho (PL) para ser candidata a vice-governadora em sua chapa diminuíram significativamente. Com isso, outras opções seguem em avaliação pelo partido.

Entre as razões para o ‘recuo’ de Juliana estão questões de saúde, incluindo a gravidez da primeira-dama. Mesmo assim, ela e o prefeito Bruno Cunha Lima (União) devem se engajar na campanha do senador.

Com o recuo de Juliana, o critério geográfico para a escolha da vaga deu lugar à busca por perfis que representem segmentos específicos do eleitorado. Entre as possibilidades avaliadas estão nomes ligados ao setor produtivo e ao segmento evangélico.

A expectativa é que o nome do candidato ou da candidata a vice seja anunciado na convenção do PL, marcada para o próximo domingo (2). O evento contará com a presença do pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), que já confirmou participação.

Apesar de Juliana não integrar a chapa, a expectativa é que o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), participe ativamente da campanha eleitoral e esteja presente na convenção.

Segundo fontes do PL, o evento terá um formato mais aberto e imersivo, com participação e a interação de apoiadores, e não apenas dos candidatos que disputarão as eleições de outubro.

Com Jornal da Paraíba

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Presidente da Câmara dos Deputados e candidato à reeleição como deputado, Hugo Motta (Republicanos) declarou apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições desse ano. Motta confirmou sua posição em entrevista na Paraíba nesta segunda-feira (10).

A fala de Hugo Motta aconteceu na posse da advogada Giovanna Mayer como desembargadora do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

“Iremos declarar esse apoio ao presidente, porque é o presidente que converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país, então eu estava aguardando a posição do partido para que pudesse trazer de público a nossa posição, e a nossa posição está sendo aqui revelada em primeira mão, de apoio ao presidente Lula em seu projeto de reeleição”, disse.

O presidente da Câmara Federal disse que como o partido dele, o Republicanos, declarou neutralidade à nível nacional na disputa eleitoral da Presidência da República, isso possibilitou o apoio a campanha de Lula.

“Eu estava aguardando o meu partido se posicionar. O Republicanos, em nível nacional, declarou a posição de neutralidade, ou seja, liberando os diretórios estaduais e os seus membros para apoiar ali a candidatura nacional, quem entender ser a candidatura melhor para o país”, disse.

Decisão do Republicanos

O Partido Republicanos anunciou no dia 4 de agosto que iria adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições deste ano.

A decisão foi formalizada na convenção do partido em Brasília e, segundo o presidente da legenda, é um entendimento firmado após a diretoria nacional ouvir a posição de escritórios da legenda em todo o país.

A decisão do Republicanos segue o mesmo posicionamento da federação União Progressistas.

Em nota emitida à época, o partido afirmou que a deliberação foi construída de forma coletiva e levou em consideração o crescimento da legenda nos estados, além das diferentes realidades políticas e alianças regionais formadas ao longo dos últimos anos.

“A posição de independência na disputa presidencial não representa ausência de princípios nem de posicionamento político”, afirmou o Republicanos. Segundo a sigla, a decisão busca preservar a autonomia das lideranças estaduais e a unidade partidária.