Cantor relata choque após pedido de reconciliação no palco acabar em feminicídio, na Paraíba

O que era para ser apenas um pedido de casamento, em uma noite de véspera de Dia dos Namorados, se transformou em um crime brutal que chocou a Paraíba, na madrugada dessa quinta-feira (12). A jovem Vitória Régia foi assassinada pelo ex-companheiro, Adailton, após negar a se reconciliar com o suspeito do crime.

No palco, que celebrava a festa de Santo Antônio, conhecido como “O santo casamenteiro”, se apresentava o cantor Kelon Kizz. Em uma entrevista exclusiva ao Portal Correio, o artista contou que o criminoso havia feito sinais desde o começo da apresentação.

Em um determinado momento, a produção autorizou que Adailton subisse ao palco para fazer o pedido, até então, de casamento. Mas, após uma conversa entre os dois, foi descoberto que, na verdade, o pedido era para uma reconciliação.

“Na hora que eu falei “Vitória, minha linda, levanta a sua mão”, eu fiquei procurando alguém que se manifestasse, né? Mas não vi. E a cidade é pequena, quase todo mundo se conhece. Eu, infelizmente, não conhecia a vítima. Conheço pessoas da família dela. Estou super emocionado, inclusive, porque é uma coisa que machuca. Poderia ser da família da gente, né?”

Bastante emocionado, o artista, que já presenciou vários pedidos de casamento em cima do palco, ainda disse que acredita nas boas intenções das pessoas.

“A gente não tem a menor ideia do que passa na cabeça de um cara que sobe no palco, que faz um pedido de casamento, nesse caso, de reconciliação, né? E, dentro, a gente fica destruído. Eu estou abalado, realmente, mas eu acredito no amor. Eu acredito que exista realmente pessoas bem intencionadas. E a gente não vai desistir de levar essa alegria, de levar esse sentimento a mais e mais pessoas”, disse.

O homem foi preso em flagrante suspeito de matar, após voltar para casa, trocar de roupa novamente, e ir novamente ao local do crime para confirmar a morte da vítima. Após ser capturado pela polícia, o homem foi levado para a Delegacia de Solânea. Durante depoimento, ele confessou o crime.

Portal Correio

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri