ALPB pretende votar LDO de 2027 na próxima semana, antes de julgamento do STF

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos), irá convocar uma sessão ordinária, na próxima semana, para votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, antes mesmo da votação da ação que pede no Supremo Tribunal Federal (STF) a incostitucionalidade da LDO de 2026.

Adriano, em entrevista a reportagem, explicou que vai debater com os deputados a criação de dispositivos para adaptar a lei às modificações impostas pelo julgamento do STF, marcado para o dia 20 de agosto.

“Como a gente não tem segurança do que disso vai ocorrer novamente, a gente está construindo um processo dentro dos poderes, dentro da Assembleia e também junto ao Governo do Estado, para que a gente possa votar a LDO e colocar um artigo, um dispositivo, uma emenda, para caso haja modificações a nível de Supremo, essas modificações sejam feitas de forma automática pela LDO”, propôs o presidente.

O relator do processo no STF, o ministro Edson Fachin, já votou em favor do Governo do Estado com base nos argumentos apresentados pela Procuradoria-Geral do Estado, concedendo uma liminar que suspende o aumento dos valores das emendas impositivas para 2% da Receita Corrente Líquida do Estado.

Na ALPB, os deputados aguardavam o julgamento da LDO 2026 para votar a lei do ano seguinte. Agora os parlamentares querem aprovar a nova legislação antes do início do recesso parlamentar.

Com MaisPB

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB