Adriano Galdino externa insatisfação: ‘Não aceito ser atropelado’

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos), externou, nesta quarta-feira (15), insatisfação com o governador João Azevêdo (PSB). A declaração na Rádio Arapuan FM acontece dois dias depois de João reafirmar  ao jornalista Luís Tôrres, na TV Arapuan, que pretende ser candidato a senador e, que nesse caso, a candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro (PP) é um caminho “natural”. “E se eu for convencido de que o companheiro meu é melhor do que eu, não tem problema nenhum. Mas me atropelando, eu não aceito de ninguém, que a vida já me deu muita porrada”, reagiu Adriano.

Galdino tratou como “desastrosa” a sinalização política de João favorável ao vice-governador. “Do meu ponto de vista, do ponto de vista político e administrativo foi desastrosa. Foi desastrosa porque tirou da mídia o evento da segunda-feira de manhã. Era para você estar comigo conversando sobre o evento, mas estamos falando de política. E só se fala disso na Paraíba toda, porque o próprio governador teve a capacidade de obscurecer seu evento”, disse Adriano em entrevista à Arapuan FM.

O  presidente da Assembleia reclamou que suas pretensões têm sido ignoradas por João e que o governador vem priorizando seu projeto político pessoal. “Lembro bem que sempre fui injustiçado, no reconhecimento dos companheiros do PSB. Primeiro foi o ex-governador Ricardo, nós ganhamos a eleição e conseguimos dar a ele governabilidade, e ele fez um excelente governo capaz de eleger João governador, mas na próxima eleição, João acompanhou Ricardo e também ficou contra mim”, criticou.

Galdino ainda reiterou pré-candidatura ao Governo Estado “de qualquer maneira”, mas pediu um diálogo maior por parte do governo. ”Vocês têm acompanhado a Assembleia, eu mereço pelo menos o respeito de chegar: ‘Adriano, vamos dialogar, eu não gosto de você, ou eu quero você.’ Enfim, seja sincero comigo, diga como é o jogo. Eu vou continuar e, podem ter certeza, paraibanos e paraibanas, eu sou pré-candidato a governador e vou ser governador da Paraíba e vencer as eleições, apesar das dificuldades. Na vida, nunca foi fácil para mim”, complementou.

Mais PB

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (23) unificar os prazos de licença-maternidade e licença-adotante para mulheres. 

Por unanimidade, os ministros julgaram procedente uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para igualar o tempo dos benefícios.

Pelo entendimento firmado pela Corte, mães genitoras e adotantes têm direito às licenças remuneradas de 120 dias, que podem ser prorrogadas por mais 60 dias, independentemente do tipo de vínculo trabalhista.

O prazo deve ser contado a partir do parto ou obtenção da guarda. Nos casos de internação da mãe, o prazo vale a partir da alta da mãe ou do bebê, o que ocorrer por último.

Conforme a decisão, a nova regra vale para licenças futuras e para as que estão em andamento.

Entenda

A ação julgada pela Corte foi protocolada pela PGR em outubro de 2023 e pretendeu estender o tempo das licenças-maternidade e adotante previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), regra da iniciativa privada, para as outras categorias, como as servidoras públicas, que são regidas pela Lei 8.112/1990.

Pela CLT, as mães biológicas e adotantes têm direito a 120 dias de licença, prazo que pode ser prorrogado por mais 60 dias em empresas que participaram do Programa Empresa Cidadã. Já as servidoras gestantes também podem tirar 120 dias, mas as adotantes só têm direito a 90. No caso do Ministério Público, a licença adotante cai para 30 dias.

Para PGR, o tratamento desigual em relação ao regime de contratação da mulher é inconstitucional.

Julgamento

O julgamento da ação começou na última quarta-feira (16), quando o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, proferiu o seu voto. 

No entendimento do ministro, as licenças têm objetivo de criar vínculo afetivos entre mães e filhos e não podem possuir prazos diferenciados.

Em seguida, os ministros Flávio Dino, Dias Toffoli e Cármen Lúcia acompanharam o relator.

Na sessão de hoje, os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes proferiram seus votos, e o julgamento foi encerrado.