PRF troca tiros com bandidos e apreende veículo roubado com 30 kg de droga em Queimadas

Uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizada na tarde desta segunda-feira (23), resultou na apreensão de cerca de 30 kg de substância análoga à maconha, além da recuperação de um veículo com registro de roubo e no cumprimento de dois mandados de prisão.

A ocorrência teve início por volta das 13h40, no km 141 da BR-104, no município de Queimadas, no Agreste paraibano. Durante fiscalização de rotina, a equipe da PRF deu ordem de parada a um veículo Toyota/Yaris prata, que acabara de realizar uma ultrapassagem em faixa contínua. O condutor, no entanto, desobedeceu aos sinais luminosos e sonoros e empreendeu fuga em alta velocidade.

Durante a tentativa de evasão, o veículo realizou diversas manobras perigosas, incluindo ultrapassagens proibidas e trafegou pelo acostamento, obrigando outros motoristas a realizar manobras defensivas para evitar colisões. Após cerca de cinco quilômetros de acompanhamento tático, o condutor tentou desviar por uma via vicinal, mas perdeu o controle da direção e colidiu contra uma cerca de arame farpado.

Na sequência, os ocupantes abandonaram o carro e fugiram a pé por uma área de vegetação. Durante a fuga, houve disparos de arma de fogo em direção aos policiais, que revidaram a injusta agressão. Ninguém foi ferido.

Os indivíduos acabaram sendo detidos alguns metros adiante. Durante a busca veicular, os policiais localizaram, no porta-malas, uma bolsa contendo aproximadamente 30 kg de substância análoga a maconha.

Ao realizarem a identificação dos sinais identificadores do veículo, a equipe constatou que o automóvel, que circulava com placas clonadas, havia sido roubado em outubro de 2024 em João Pessoa, conforme registro de ocorrência.

Durante a identificação dos detidos, a PRF verificou que um deles. Um homem de 28 anos natural de Campina Grande, possuía dois mandados de prisão em aberto. Ambos foram enquadrados, em tese, pelos crimes de tráfico de drogas, receptação de veículo automotor, direção perigosa e também por resistência à prisão.

Além da droga e do veículo, foram apreendidos dois aparelhos celulares — um deles danificado pelo dono de forma proposital durante a tentativa de fuga — e a quantia de R$ 1.200,00 em espécie.

Os envolvidos foram encaminhados, ilesos, para a Delegacia de Polícia Civil de Queimadas.

A PRF reforça, através de mais esta apreensão de drogas, seu compromisso diário no combate ao crime nas rodovias federais e na garantia da segurança pública.

Com MaisPB

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri