Polícia Civil prende suspeitos ligados ao Comando Vermelho após troca de tiros em Galante, distrito de Campina Grande

A Polícia Civil da Paraíba prendeu dois homens suspeitos de integrar a organização criminosa Comando Vermelho durante uma operação realizada nesta quinta-feira (23), no Sítio Pau Careta, zona rural do distrito de Galante, em Campina Grande.

A ação foi conduzida por equipes do Grupo Tático Especial (GTE) da 11ª Delegacia Seccional de Polícia Civil de Queimadas, após informações do setor de inteligência indicarem que um estabelecimento comercial estaria sendo utilizado como base de apoio da facção criminosa e como esconderijo para investigados com mandados de prisão em aberto.

Durante a incursão, os policiais visualizaram homens armados nas proximidades do imóvel. Segundo a Polícia Civil, ao perceberem a presença das equipes, dois suspeitos fugiram e efetuaram disparos contra os agentes. Houve revide por parte dos policiais, dentro dos protocolos operacionais, e foi iniciado um acompanhamento tático pela área de mata.

Ainda conforme a corporação, durante a fuga, os dois suspeitos entraram em um açude e conseguiram escapar nadando, não sendo localizados até o momento.

No imóvel, outros dois homens foram presos sem oferecer resistência. Um deles, identificado pelas iniciais R.P.S., possuía um mandado de prisão em aberto por suspeita de homicídio. O segundo, identificado como D.F.L., também foi detido e é investigado por suposta ligação com a organização criminosa.

Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu duas pistolas calibre 9 milímetros, diversos carregadores — entre eles um carregador alongado —, munições, rádios comunicadores, aparelhos celulares, roupas camufladas, capacetes e uma motocicleta.

Os dois suspeitos e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia de Polícia para os procedimentos legais. Os proprietários do estabelecimento onde ocorreu a ação também foram conduzidos para prestar esclarecimentos.

A Polícia Civil informou que as investigações terão continuidade para localizar os suspeitos que conseguiram fugir e aprofundar a apuração sobre a atuação da organização criminosa na região. Em nota, a instituição reafirmou o compromisso com o combate às facções criminosas e com a preservação da segurança pública na Paraíba.

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil