Polícia Civil prende suspeito por tráfico e apreende drogas durante operação em Juazeirinho

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nesta quinta-feira (6), mais uma ação de combate ao tráfico de drogas no município de Juazeirinho. A operação, realizada pela Delegacia de Polícia Civil da cidade, resultou na prisão em flagrante de um suspeito por tráfico ilícito de entorpecentes no bairro Salgado.

A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pelo Poder Judiciário, no âmbito de uma investigação em andamento. Durante as diligências, os policiais identificaram, a partir da via pública, a prática do crime de tráfico em um imóvel vizinho ao alvo da operação. Diante da situação de flagrante, a equipe realizou a entrada no imóvel, conforme prevê a Constituição Federal para crimes permanentes.

No local, foram apreendidas 56 porções de substância análoga à cocaína, já embaladas para comercialização, além de 15 porções de substância análoga à maconha. Também foram recolhidos dinheiro em espécie, um aparelho celular, cartões e materiais utilizados no preparo e na embalagem dos entorpecentes.

Segundo a Polícia Civil, esta é a segunda operação de combate ao tráfico de drogas realizada em Juazeirinho em pouco mais de um mês. No início de julho, uma ação conjunta entre a Delegacia de Juazeirinho e o Grupo Tático Especial (GTE) resultou na apreensão de 168 invólucros e 66 embalagens contendo substância compatível com cocaína, 11 embalagens de substância compatível com maconha e um galão de substância positiva para diclorometano, conhecido popularmente como “loló”, conforme laudo do Núcleo de Laboratório Forense.

De acordo com a corporação, as duas operações retiraram de circulação 316 porções de entorpecentes prontas para a venda, causando prejuízo financeiro às organizações criminosas e enfraquecendo a estrutura de distribuição de drogas no município.

Após a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante, o suspeito permaneceu à disposição da Justiça. Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia, e o procedimento será remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.

A Polícia Civil reforçou que as ações de enfrentamento ao tráfico de drogas continuarão sendo intensificadas em Juazeirinho e destacou a importância da colaboração da população por meio de denúncias anônimas, que podem ser realizadas pelo Disque 197, com garantia de sigilo.

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil