Polícia Civil prende casal suspeito de atrair vítima para emboscada em tentativa de homicídio no Cariri

A Polícia Civil da Paraíba desvendou a participação de um casal em uma tentativa de homicídio qualificado registrada no município de Taperoá, no Cariri paraibano, e efetuou a prisão de três suspeitos envolvidos no crime.

Além do homem apontado como autor dos disparos, um homem e uma mulher, ambos de 26 anos, também foram presos após serem identificados como participantes da emboscada que resultou no atentado.

O caso começou a ser esclarecido logo após o crime, quando a Polícia Militar localizou e prendeu em flagrante o suspeito de efetuar os disparos contra a vítima.

Durante as diligências, outro investigado também foi localizado. Inicialmente, ele foi preso em cumprimento a um mandado de prisão expedido em outro procedimento.

As investigações prosseguiram sob a responsabilidade do Grupo Tático Especial/Núcleo de Homicídios (GTE/NH) da 12ª Delegacia Seccional de Esperança, com o apoio do GTE da 23ª Delegacia Seccional de Juazeirinho.

Assim que seu estado de saúde permitiu, a vítima foi ouvida ainda no hospital. Segundo a Polícia Civil, o depoimento foi fundamental para esclarecer a dinâmica do crime.

Conforme o relato da vítima, a mulher presa teria desempenhado papel decisivo ao atraí-la para o local onde a emboscada havia sido preparada.

Já o outro homem investigado, de acordo com a apuração policial, acompanhou a ação criminosa e incentivou o autor dos disparos enquanto o ataque era executado.

Com os novos elementos reunidos durante a investigação, os policiais realizaram diligências imediatas e localizaram a mulher, que foi presa em flagrante. O homem de 26 anos, que já se encontrava custodiado em razão do mandado de prisão anterior, também recebeu voz de prisão em flagrante pela participação na tentativa de homicídio.

De acordo com a Polícia Civil, os três investigados responderão, em tese, pelo crime de tentativa de homicídio qualificado.

A autoridade policial também representou pela conversão das prisões em flagrante em prisões preventivas, pedido que será analisado pelo Poder Judiciário.

De Olho no Cariri

Cariri Ligado

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB