Mulheres são alvo de operação por receptar produtos de beleza roubados, em Campina Grande

Quatro mulheres foram autuadas pelo crime de receptação após a Polícia Civil encontrar, nas casas delas, parte de uma carga roubada de cosméticos avaliada em mais de R$ 300 mil. A ação, informada neste sábado (19) pela polícia, ocorreu na última quinta-feira (17), nos bairros José Pinheiro e na comunidade conhecida como “Cachoeira”, em Campina Grande.

Durante a operação, foram encontrados cerca de 340 itens entre loções hidratantes e desodorantes da marca O Boticário, distribuídos em três casas. O material fazia parte de uma carga que havia saído de João Pessoa com destino a Campina Grande, mas foi interceptada por um grupo criminoso no último dia 3 de julho, no bairro Vila Cabral, em Campina.

Segundo a polícia, após uma semana de investigações, os agentes localizaram parte da carga com pequenos comerciantes da região. Foram detidas quatro mulheres – de 52, 32, 37 e 18 anos – que admitiram não ter nota fiscal da mercadoria. Na delegacia, as mulheres disseram ter adquirido os produtos em feiras populares por valores abaixo do mercado, de vendedores desconhecidos que atuavam nas ruas.

As quatro foram autuadas por receptação e o material será devolvido à transportadora responsável. A Polícia Civil segue investigando o caso, na tentativa de identificar os responsáveis pelo roubo da carga.

Mais PB

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri