MPPB investiga legalidade de regra que permite vereador preso atuar remotamente em Santa Rita

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu, nesta quarta-feira (7), um inquérito civil público para investigar a legalidade, a constitucionalidade e a moralidade administrativa das mudanças no Regimento Interno da Câmara Municipal de Santa Rita que passaram a autorizar a participação remota e o exercício de prerrogativas parlamentares por vereadores presos. As alterações foram aprovadas na na última segunda-feira (5).

O procedimento, instaurado pelo promotor de Justiça Raniere da Silva Dantas, que atua na defesa do patrimônio público no município, determina que a Presidência da Câmara seja oficialmente comunicada para, no prazo de 10 dias, prestar esclarecimentos sobre a aprovação da proposta.

O Legislativo municipal deverá encaminhar cópia da resolução, informar se houve deliberação posterior para alterar ou revogar os dispositivos e anexar as atas da sessão, além da lista de presença dos parlamentares que participaram da votação.

Os vereadores João Alves e Alysson Gomes, autores da proposta, também serão notificados para que apresentem, se desejarem, informações complementares.

Ao justificar a abertura do inquérito, o promotor destacou que, embora o mandato parlamentar seja expressão da soberania popular, seu exercício exige decoro e compatibilidade com o regime jurídico imposto pelo Poder Judiciário.

Segundo o MPPB, permitir a atuação parlamentar de vereadores presos pode caracterizar desvio de finalidade e representar afronta à dignidade da função pública.

A parte à movimentação do MP, o presidente da Câmara, Epitácio Viturino (Progressistas), convocou uma sessão extraordinária para esta quarta-feira (7), às 17h. A expectativa é que os vereadores analisem a revogação da resolução, que permitiu a atuação remota de parlamentares que estejam privados de liberdade.

De Olho no Cariri

Com Jornal da Paraíba

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A Escola Municipal Padre Paulo Roberto de Oliveira ficou lotada, na manhã desta quinta-feira (5), durante a realização da 8ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Sumé. O encontro reuniu crianças e adolescentes, representantes do poder público, conselhos municipais, profissionais da educação, integrantes da rede de proteção e sociedade civil.

Com o tema “Fortalecendo o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente e a Democracia Participativa”, a conferência foi promovida pela Prefeitura de Sumé, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), com o apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).

O prefeito Manezinho Lourenço acompanhou parte da programação e destacou o apoio da gestão às políticas públicas voltadas à infância e à adolescência. A secretária de Assistência Social, Elidiene Batista, ressaltou a importância da participação da sociedade no fortalecimento da rede de proteção.

A presidente do CMDCA, Maria Simone Pereira, também teve papel importante na mobilização e realização da conferência. Entusiasta da defesa dos direitos da criança e do adolescente, ela destacou a importância da atuação conjunta das instituições e da sociedade para garantir a proteção desse público.

A programação contou com palestra de Magno França da Silva, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente da Paraíba (CEDCA/PB), seguida de discussões em grupos sobre os seis eixos temáticos da conferência e a elaboração de propostas.

Os estudantes também participaram ativamente das atividades, com espaço para apresentar suas opiniões.

O encontro contou ainda com apresentações de dança e flauta do grupo do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), da SEMAS.

Ao final, foram eleitos os delegados que representarão Sumé na próxima etapa do processo conferencial: Adriana Vilar, presidente do Conselho Tutelar; Simone Pereira, presidente do CMDCA; e os estudantes Evelyn e Davi.

Com Ascom