Morre aos 98 anos a atriz Laura Cardoso, ícone da dramaturgia brasileira

Laura Cardoso, um dos principais nomes da dramaturgia brasileira, morreu aos 98 anos. A informação foi divulgada na madrugada desta terça-feira (18), no perfil oficial da atriz nas redes sociais. Segundo a filha Fátima Cardoso, Laura passou mal em casa, no bairro de Sumaré, na Zona Oeste de São Paulo, e morreu por volta das 23h20 desta segunda-feira (17).

O velório da atriz será realizado nesta terça-feira (18), das 8h às 14h, no bairro da Bela Vista, na região central de São Paulo. Laura deixa duas filhas, netas e um bisneto. Ao longo de mais de sete décadas de carreira, ela se tornou uma das artistas mais reconhecidas da televisão, do cinema e do teatro brasileiro.

Nascida em 1927, Laurinda de Jesus Balleroni começou a atuar aos 15 anos e estreou na televisão em 1952, na TV Tupi. Ao longo da carreira, participou de mais de 60 novelas e ficou marcada por personagens como Dona Isaura, de “Mulheres de Areia”, e Dona Guiomar, de “A Viagem”. Na TV Globo, onde estreou em 1981, também participou de produções como “Pão Pão, Beijo Beijo” e “A Dona do Pedaço”. Laura recebeu diversos prêmios por sua trajetória artística e foi homenageada com a Ordem do Mérito Cultural em 2006.

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB