Justiça Eleitoral julga improcedente ação que pedia cassação de vereadores do PSD em São João do Cariri

A Justiça Eleitoral da 22ª Zona julgou improcedente a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) que pedia a cassação dos mandatos dos três vereadores eleitos pelo Partido Social Democrático (PSD) em São João do Cariri, no Cariri paraibano. A decisão foi assinada pelo juiz Brâncio Barreto Suassuna nesta segunda-feira, 7 de julho.

O processo foi movido sob a alegação de suposta fraude à cota de gênero nas eleições proporcionais de 2024, com a acusação de que o partido teria registrado candidaturas femininas fictícias apenas para cumprir a exigência mínima de 30% estabelecida pela legislação eleitoral.

Com base nas provas analisadas, o juiz entendeu que não houve comprovação suficiente das acusações e julgou improcedente o pedido. A decisão mantém os mandatos dos vereadores Sonzinho, Danilo Medeiros e Zé Roberto, que seguirão exercendo normalmente suas funções legislativas na Câmara Municipal.

“Diante da inexistência de elementos probatórios que comprovem, de forma inequívoca, a realização de registros fictícios de candidaturas, não há outra decisão possível senão a improcedência dos pedidos contidos na inicial”, afirmou o magistrado na sentença.

De Olho no Cariri

Com Cariri em Ação

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri