Grupo criminoso alvo de operação por tráfico de drogas tinha contratos com a prefeitura de Pombal

Uma organização criminosa que foi alvo de uma operação que cumpriu mais de 40 mandados de prisão, em quatro estados do país, e teve R$ 104 milhões bloqueados em contas bancárias, tinha contratos com a Prefeitura Municipal de Pombal, no Sertão da Paraíba. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (26).

O Jornal da Paraíba entrou em contato com a prefeitura da cidade, que informou “desconhecer” essa informação e que o setor jurídico vai ser acionado para apurar junto a delegacia de Polícia Civil que empresas são essas.

Conforme o que foi divulgado pela Polícia Civil, em Pombal, além da ligação com contratos públicos mantidos pelas empresas, também havia alvos que lavavam o dinheiro da facção por meio da venda de veículos. Segundo as investigações, lojas de automóveis eram utilizadas para ocultar e dar aparência legal aos recursos obtidos com o crime. As mesmas empresas que movimentavam esse dinheiro também participavam de licitações públicas e prestavam serviços à prefeitura do município.

Durante a operação, foram presos dois líderes da organização criminosa, um em São Paulo, identificado como Chocô, que era o principal alvo da Polícia Civil, e um homem identificado como Luciano, preso em Pombal e apontado como principal operador financeiro da facção na Paraíba.

As drogas da facção criminosa eram transportadas de São Paulo por meio de caminhões, que faziam o translado entre o sudeste do país e também da fronteira com países como Bolívia e Paraguai até estados do Nordeste.

Muitas vezes, de acordo com a Polícia Civil, as empresas que faziam esse transporte sequer sabiam que estavam levando as drogas, que era colocada nas carretas de forma clandestina.

“São Paulo era o grande hub da operação, o centro de distribuição da droga”, disse o delegado Victor Melo.

Chocô, o chefe da organização, preso em Hortolândia, em São Paulo, apesar de ser o operador de transportes dessas quantidades de drogas, não fazia o contato direto com o material e cuidava apenas do envio das cargas.

“Ele não colocava a mão em droga, apenas articulava o envio de grandes cargas”, disse o delegado, que também afirmou que desde 2023 ele estava sendo o monitorado, pois o seu nome sempre aparecia na grandes operações de combate ao tráfico de drogas.

Entenda a operação

A operação Argos foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (26) e, até o final da manhã já tinham sido cumpridos 26 mandados de prisão, de um total de 44 expedidos pela Justiça. A ação também cumpre mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de valores em contas bancárias ligadas aos investigados.

Além da Paraíba, há cumprimento de ordens judiciais em São Paulo, Bahia e Mato Grosso, envolvendo 400 policiais ao todo na Operação Argos.

Para interromper o funcionamento da organização, a Justiça autorizou um conjunto de medidas que, segundo a Polícia Civil, têm como objetivo enfraquecer financeiramente o grupo. Entre as determinações estão:

44 mandados de prisão preventiva, sendo 32 na Paraíba, 10 em São Paulo, 1 na Bahia e 1 no Mato Grosso;

45 mandados de busca e apreensão;

Bloqueio de R$ 104.881.124,34 em contas bancárias ligadas a 199 investigados;

Sequestro de 13 imóveis;

Sequestro de 40 veículos, entre carros de luxo e frotas de transporte.

Uma das linhas de investigação da Operação também aponta que empresas que eram responsáveis pela lavagem de dinheiro envolvidas no tráfico de drogas também participavam de licitações em prefeituras, como a Prefeitura de Pombal.

Não há indícios ainda, no entanto, em relação ao envolvimento das administrações municipais. Segundo o delegado, todo material colhido nesta primeira fase da operação será analisado e é provável que ela seja desdobrada em uma nova fase.

De Olho no Cariri

Com Jornal da Paraíba

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A Prefeitura de Sumé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta sexta-feira mais uma Feira de Saúde na zona rural. A ação aconteceu na Unidade Âncora de Saúde da comunidade Riacho da Roça e reuniu moradores da localidade e de comunidades vizinhas.

Ao todo, 153 atendimentos foram realizados durante a programação, que concentrou diferentes serviços de saúde em um único local. Os moradores tiveram acesso a consultas médicas e de enfermagem, atendimento odontológico por meio da unidade móvel, vacinação, marcação de consultas, emissão e atualização do Cartão SUS, coleta para exames laboratoriais, fisioterapia e regulação de exames.

A Farmácia também esteve presente durante a ação. Com isso, os pacientes que receberam prescrição e tinham o medicamento disponível puderam sair do atendimento já com o remédio em mãos.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Niedja Rodrigues, a Feira de Saúde permite levar para as comunidades serviços que normalmente exigiriam o deslocamento dos moradores para a cidade.

“Na feira de hoje, fizemos questão de trazer mais serviços. Tivemos dois médicos, laboratório, farmácia, fisioterapia e regulação de exames, para que o usuário possa sair daqui com o exame regulado e, quando necessário, com o medicamento em mãos”, explicou.

A Unidade Âncora do Riacho da Roça já funciona regularmente a cada 15 dias, com atendimento médico, de enfermagem e odontológico, além da atuação de técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Nesta sexta-feira, a estrutura foi ampliada com a presença de outros profissionais e serviços.

O atendimento odontológico também terá continuidade. A unidade móvel permanecerá na região por mais uma semana, permitindo que outros moradores tenham acesso ao serviço.

O prefeito de Sumé, Manezinho Lourenço, acompanhou a programação e destacou a importância de levar os atendimentos para mais perto das comunidades rurais.

“A gente sabe da dificuldade de quem mora na zona rural para se deslocar em busca de atendimento. Por isso, é importante trazer os serviços para perto dessas pessoas e garantir que elas tenham acesso ao atendimento de que precisam”, afirmou.

Além dos serviços de saúde, 30 crianças receberam kits escolares por meio do programa Criança na Escola.

A Feira de Saúde já passou pelo Assentamento Mandacaru e pelo Sítio Santo Agostinho. A próxima edição está programada para o dia 11 de setembro, na comunidade do Sítio Jurema.

Também acompanharam a ação o secretário municipal de Obras, Serviços Urbanos e Agricultura, Vicente Lourenço, e o vereador Damião Rildo.

De Olho no Cariri

Ascom – Prefeitura de Sumé