Polícia prende terceiro suspeito de envolvimento em morte de delegado aposentado na Paraíba

Um terceiro homem foi preso suspeito de participação na morrte do delegado aposentado Walter dos Santos Oliveira, de 61 anos. A prisão aconteceu nesta sexta-feira (12), na cidade de Monteiro, no Cariri paraibano. O corpo do delegado foi encontrado na quina-feira (11) no distrito de São José da Mata, zona rural de Campina Grande. Ele tinha desaparecido no dia 20 de maio.

De acordo com a Polícia Militar, após a repercussão da prisão de dois suspeitos, identificados como Paulo, de 45 anos, e Artênio, de 26 anos, a equipe de Monteiro recebeu informações sobre um terceiro suspeito. Esse homem é Ariel Jackson Alves Barbosa, de 42 anos, e irmão de Artênio.

Após as buscas, a equipe da Polícia Militar localizou o suspeito entre as cidades de Jataúba, em Pernambuco, e Congo, na Paraíba. O homem foi encontrado dentro de um veículo, na PB-214.

A suspeita da Polícia Civil é de que Paulo tenha premeditado o crime junto com os outros suspeitos, com a intenção de se apropriar dos bens da vítima. “Os criminosos já planejavam a morte com o intuito claro de matar a vítima e subtrair o seu patrimônio, tanto o gado quanto a caminhonete e outros eventuais pertences”, relatou o delegado Francisco Júnior.

Para isso, Paulo, que era caseiro da vítima, teria contado com a ajuda do genro, Artênio, e do irmão dele, Ariel Jackson, atraindo a vítima para a propriedade com a desculpa de que havia uma pessoa interessada em comprar o gado.

Ainda de acordo com o delegado Francisco Júnior, o corpo do aposentado foi ocultado a aproximadamente 1km da casa do suspeito preso, que é apontado como o autor, próximo a uma área de pasto onde o gado da vítima pastava.

Ainda não há detalhes de como a vítima foi morta, e, por causa do estado avançado de decomposição em que o cadáver foi encontrado, a causa da morte só poderá ser concluída após exame.

De Olho no Cariri

Com G1 Paraíba

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB