Justiça Eleitoral nega pedido de cassação contra prefeito e vice de Livramento

O Juiz Eleitoral Carlos Gustavo Guimarães Albergaria Barreto, da Zona Eleitoral de Taperoá, julgou improcedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pelo Ministério Público contra o prefeito de Livramento, Ernandes Barbosa Nóbrega, o Nananda Barbosa, e seu vice, Manoel Adeilson Filho, conhecido como Padin Adeilson.

A denúncia, feita pelo Ministério Publico, através de denúncia levada pelo ex-candidato Adriano Leite, alegava que a gestão municipal teria cometido abuso de poder político e econômico durante o ano eleitoral, com supostos excessos nos gastos com pessoal, distribuição de benefícios à população e ampliação de programas sociais.

A defesa, conduzida pelo advogado Maviael Fernandes, sustentou que todas as medidas adotadas pela administração estavam plenamente respaldadas pela legislação. Fernandes argumentou que o aumento nos investimentos sociais e administrativos foi proporcional ao crescimento da arrecadação municipal, e que o funcionamento da máquina pública não pode ser paralisado em ano de eleição.

O magistrado concordou com os argumentos da defesa e concluiu que não houve qualquer prática ilícita que comprometesse a lisura do pleito.

“Concluo que os elementos trazidos aos autos são insuficientes à caracterização de abuso do poder econômico ou político, ou que configurem conduta vedada, vez que inseridos nas ressalvas legais, não havendo comprovação de força desproporcional à candidatura dos senhores Ernandes Barbosa Nóbrega e Manoel Adeilson Filho, de forma a comprometer a igualdade da disputa e a legitimidade do pleito, devendo-se prevalecer, no presente caso, o respeito à soberania popular, livremente exercida nas eleições”, afirmou o juiz na sentença.

A decisão confirma a legitimidade da vitória de Nananda e Padin nas urnas, respaldada por expressiva votação e pela confiança do povo de Livramento.

De olho no Cariri

Com Paraíba Mix

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri