Agricultor morre após ingerir produto tóxico acidentalmente na zona rural de Sumé

Uma fatalidade foi registrada nesta quinta-feira (13), no Sítio Pitombeira, zona rural do município de Sumé, no Cariri paraibano. O agricultor José Pedro dos Santos Neto, de 56 anos, conhecido popularmente como “Zé Gatinha”, morreu após ingerir acidentalmente um produto utilizado no combate a abelhas.

Segundo as informações apuradas, José Pedro trabalhava na roça acompanhado de outro agricultor e havia levado duas garrafas semelhantes para o local. Uma delas continha aguardente, enquanto a outra armazenava o produto utilizado no controle de abelhas.

Durante o trabalho, o agricultor teria confundido as garrafas e ingerido o produto tóxico. Ao perceber o ocorrido, ele ainda conseguiu avisar ao colega que havia consumido a substância por engano. Pouco depois, começou a passar mal e caiu no chão.

José Pedro foi socorrido e encaminhado às pressas para o Hospital e Maternidade Alice de Almeida, em Sumé, onde deu entrada em estado gravíssimo. A equipe médica realizou os procedimentos de emergência e tentou reanimá-lo, mas o agricultor não resistiu.

Após a confirmação do óbito, o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), em Campina Grande, para a realização dos procedimentos necessários antes da liberação para a família.

A morte de “Zé Gatinha” provocou comoção entre familiares, amigos e moradores da região. O agricultor era conhecido na comunidade rural onde vivia e trabalhava.

De Olho no Cariri

Com Rádio Cidade Sumé

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB