Vazão do São Francisco na PB volta a cair porque está em ‘ajustes e testes’, diz Integração

O Ministério da Integração Nacional afirmou, nessa quinta-feira (25), que o problema na vazão da transposição é decorrente da ‘fase de testes’ do sistema e de ‘ajustes elétricos necessários’ nas bombas.

“O eixo leste está em funcionamento há apenas dois meses. Nessa etapa, está prevista a realização de ajustes elétricos nas motobombas instaladas nas seis estações elevatórias, caso seja necessário, inclusive com interrupções. Trata-se de um procedimento comum nessa atual fase, quando as estruturas e equipamentos ainda passam por testes”, informou o ministério.

O novo problema com a transposição do São Francisco na Paraíba começou nesse fim de semana, quando a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) registrou queda de vazão, saindo dos 7,38 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 5,14 m³/s.

“Constatamos a diminuição da vazão e comunicamos ao Ministério da Integração, que afirmou estar agindo para resolver o problema. Até hoje não chegamos a receber os 9 m³/s prometido, pelo contrário, a vazão é inconstante e já chegamos a registrar apenas 1,85 m³/s. Estão testando o sistema e servindo a gente na base de testes. Entendemos que existe um esforço, mas essa inconstância vai atrasar o planejamento para Boqueirão”, afirmou João Fernandes.

O açude Epitácio Pessoa, na cidade de Boqueirão, já recebe água da transposição e registra ganhos significativos na recarga. Porém, a expectativa da Aesa de que o racionamento na região de Campina Grande, que recebe água do reservatório, possa acabar no início do segundo semestre, pode mudar por causa da redução na vazão.

O racionamento só poderá ser ‘repensado’ quando o açude de Boqueirão alcançar 8,2% da capacidade. Até esta sexta-feira (26), o reservatório tinha 5,1% do volume total.

Com Portal Correio

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri