TRE-PB decide pela manutenção das Zonas Eleitorais e unidade eleitoral de São João do Cariri será mantida

Em sessão realizada na tarde desta quinta-feira (23 de janeiro), o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu pela não extinção das zonas eleitorais das cidades de São João do Cariri, Malta e Brejo do Cruz.

A zona eleitoral de São João do Cariri era a única unidade eleitoral da região do Cariri que estava sendo cotada para a extinção. A Justiça Eleitoral atendeu pedido da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB) e transferiu unicamente as sedes das Zonas Eleitorais para cidades mais próximas.

Dessa forma, a sede Eleitoral de Brejo do Cruz será transferida para Catolé do Rocha, a de Malta, para Patos, e a de São João do Cariri em Campina Grande.

Os membros da Corte Eleitoral respeitaram entendimento da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB). Os juízes Max Nunes de França e Sivanildo Torres, presidente e 3º vice-presidente da AMPB, acompanharam a sessão e ouviram elogios sobre a postura adotada pela Entidade, que conciliou a preocupação dos juízes com a dos jurisdicionados afetados, aliando o interesse associativo com o da comunidade.

O magistrado Antônio Carneiro de Paiva Júnior enfatizou, durante a sessão, que a AMPB “colaborou com as discussões e agradeceu pela reunião acerca das zonas eleitorais, que foi produtiva, rápida e eficiente”. Ele também comentou sobre a forma com que o presidente da Corte, Des. Carlos Martins Beltrão Filho, conduziu a questão, parabenizando pela transparência e democracia, ouvindo e considerando a posição da AMPB.

O  presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba, juiz Max Nunes, alegou que, se Zonas Eleitorais a extensão levaria dificuldades para a população. “Se as Zonas fossem fechadas ficaria mais difícil nos anos eleitorais o Poder Judiciário estar mais próximo da população na condução do processo porque teria menos juízes e promotores eleitorais atuando nas eleições”, afirmou.

O desembargador José Ricardo Porto se acostou ao comentário, afirmando que o presidente do TRE-PB “Analisou a matéria com muito afinco e conduziu a reunião de forma muito clara e, ouvindo a AMPB, chegou a um denominador comum”.

De Olho no Cariri

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O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta de redução da jornada de trabalho 6×1, que prevê o direito de dois dias de folgas semanais sem redução salarial.

Em discurso durante plenária do PT com parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar a posição do adversário sobre o tema.

“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, disse Lula ao lembrar que seu adversário tem se manifestado contrariamente à proposta.

O candidato do PL tem defendido que o trabalhador deve ter liberdade para escolher sua própria carga horária.

“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, disse Flávio Bolsonaro em entrevista nesta terça-feira (6).

Segundo Lula, esse tipo de negociação não traria vantagens para os trabalhadores.

“Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, afirmou o candidato do PT.

Segurança Pública
No encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, uma das principais propostas do governo para ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.

Segundo ele, a experiência das últimas décadas mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta” da responsabilidade atribuída pela Constituição de 1988. Por isso, defendeu o fortalecimento da atuação federal por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.

O presidente também afirmou que o governo pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima para enfraquecer facções criminosas. Também está entre as prioridades a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.

Ao resumir a diretriz que defende para o setor de segurança, Lula disse que sua campanha adotará o lema “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.

Com Paraíba Online