TRE-PB cassa mandatos de vereadores do MDB em Areial e torna inelegível candidata apontada em fraude da cota de gênero

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) cassou o registro de candidatura do MDB em Areial e, por consequência, os mandatos dos vereadores do partido. Além disso, foi aplicada a Jacinta Moreira Fernandes a penalidade de oito anos de inelegibilidade por fraude na cota de gênero. A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) foi apresentada na primeira instância, onde o Juízo rejeitou a acusação. Ao analisar o recurso no TRE-PB, no entanto, o Ministério Público Eleitoral e a relatora, desembargadora Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti, entenderam que houve, sim, a fraude.

A procuradora regional eleitoral, Acácia Soares Peixoto Suassuna, e a relatora da AIJE argumentaram que foram colhidas provas de que houve fraude com a evidência de apenas um voto para a candidata Jacinta, com a prova de que não houve campanha eleitoral para ela e a inexistência de registro de gastos na campanha. Segundo a procuradora regional eleitoral, foi produzido um santinho, mas não há registro de despesa da produção desse material. E as ‘lives’ em que a candidata participou, em uma delas, Jacinta não lembrava nem de seu número na urna eletrônica.

Foi, então, cassado o registro de candidatura do MDB, o que afeta os vereadores eleitos e suplentes e determinada a retotalização dos votos em Areial, além de aplicada a inelegibilidade a Jacinta Moreira Fernandes.

O voto da relatora foi acompanhado por todos os magistrados presentes no plenário do TRE-PB e foi determinada pelo presidente do Tribunal, desembargador Leandro dos Santos, a comunicação à zona eleitoral para o cumprimento imediato da decisão.

De Olho no Cariri

Click PB

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O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, relator do Caso Master, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. 

Agência Brasil