TCE rejeita recurso de Ricardo Coutinho e mantém reprovação de contas referentes a 2017

O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) rejeitou recurso da defesa do ex-governador Ricardo Coutinho e manteve reprovadas as contas referentes ao ano de 2017. A rejeição do recurso de consideração aconteceu nesta quarta-feira (26) por unanimidade da Corte de Contas, sob presidência do conselheiro Fernando Rodrigues Catão.

O conselheiro relator, Antônio Gomes Vieira Filho, sustentou que Ricardo Coutinho não apresentou fatos novos que fossem capazes de modificar o entendimento sobre o processo. De acordo ainda com o relator, foram repetidas as mesmas alegações que já haviam sido apresentadas na defesa, rejeitadas pela Auditoria e reiteradas no parecer ministerial.

Entre as irregularidades que motivaram a desaprovação das contas do ex-governador em 2017, destaca-se a aplicação de recursos do Fundeb em percentuais abaixo do mínimo de 60% exigido pela Lei. Além disso, também foi detectado excessivo número de servidores prestadores de serviços, os chamados “codificados”, contratados sem concurso público e a inadimplência e falta de transparência nos contratos de empréstimos do programa “Empreender”.

Na defesa, o advogado do ex-governador, Felipe Gomes de Medeiros reiterou que a existência de codificados no quadro administrativo do Estado demanda de vários governos, e que a gestão buscou meios para reduzir o número de contratados. Alegou também que há divergências nos cálculos para em relação à aplicação dos recursos do Fundeb. Quanto ao Empreender, que após as gestões do Tribunal o Governo implementou medidas para reduzir a inadimplência dos contratos.

Outras reprovações

Na última segunda-feira (24) o TCE reprovou as contas de Ricardo Coutinho referentes ao ano de 2018. A Corte de Contas já havia aprovado anteriormente as contas referentes aos exercícios de 2016 e 2017.

Click PB/ Foto: Walla Santos

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1