TCE alerta municípios sobre descumprimento da LOA e presidente da FAMUP demonstra preocupação

O Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB) constatou que os municípios paraibanos estão arrecadando e investindo menos do que o planejado, causando descumprimento da Lei Orçamentária Anual (LOA). Se não equilibrarem as contas, as prefeituras poderão ter as contas rejeitadas e os gestores poderão ser penalizados.

Conforme o TCE, neste mês de julho foram emitidos 176 alertas pela Corte de Contas, a diversos municípios do Estado, tratando, especificamente, de divergências expressivas entre o que prevê a LOA e o que foi efetivamente executado pelas respectivas gestões municipais, em termos de arrecadação e/ou despesas planejadas.

Os auditores verificaram percentuais muito baixos de realização dos investimentos previstos em diversos itens, como obras e instalações, equipamentos e material permanente e aquisição de imóveis. Há municípios, de acordo com os relatórios, que nem iniciaram alguns dos investimentos planejados na LOA, no primeiro terço do ano.

Ainda segundo o tribunal, em alguns casos, foi identificada pelos auditores a não arrecadação de alguns tributos de competência municipal, como o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

O presidente da Federação das Associações de Municípios Paraibanos (FAMUP), George Coelho, demonstrou preocupação com a queda na arrecadação das prefeituras. “Dentro desses meses que não são bons, são meses de queda de arrecadação e queda de repasse. Alguns municípios, que vivem de repasse, não têm outra fonte de renda, não tem arrecadação, e ficam com essas dificuldades de cumprir as metas propostas na Lei Orçamentária Anual  (LOA) e é feito todo um trabalho para ser aplicado. Mas a gente sabe que até mesmo o Governo Federal não cumpre”, observou.

Apesar dos alertas emitidos pelo TCE, Coelho destacou que as cidades conseguirão cumprir suas metas até o final do ano. “72% dos municípios são de pequeno porte, e aí a gente sabe da dificuldade de recursos, aí é um ajuste que a própria gestão faz e até o final do ano, temos um ano fiscal que será feito da melhor forma possível pelo setor contábil, para ser regularizado. (…) Porque se coloca também emendas de obras que não chegam naquele ano, mas com certeza será sanado em todos os municípios”, destacou.

Com Polêmica PB

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB