Suspeito de matar ex-mulher na região do Cariri irá a júri popular

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba negou provimento ao recurso de Elinando Gabriel Silva Araújo, que foi pronunciado pela suposta prática do crime previsto no artigo 121, § 2°, inciso IV, do Código Penal, a fim de submetê-lo a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Boqueirão pela morte da sua ex-companheira, Marcela Olívia Cavalcante de Freitas, fato ocorrido em junho de 2012. A decisão seguiu o voto do desembargador Ricardo Vital de Almeida, relator do Recurso em Sentido Estrito nº 0000780-82.2019.815.0000.

Consta na denúncia que o acusado conviveu com a vítima por cerca de quatro anos, numa relação caracterizada por vários desentendimentos. Na noite anterior ao fato, ambos se encontraram no Sitio Taboado quando houve discussão entre eles.

No dia seguinte, logo pelas primeiras horas da manhã, eles se encontraram no imóvel em que haviam convivido, surgindo, assim, novo desentendimento, tendo o acusado disparado arma de fogo contra a vítima, levando-a a óbito.

O acusado apresentou Recurso em Sentido Estrito, pugnando pela aplicação da excludente de ilicitude da legítima defesa, e, sucessivamente, pela desclassificação do crime de homicídio qualificado pelo de lesão corporal seguida de morte, ante a inexistência do animus necandi (intenção de matar).

No tocante a tese de legítima defesa, o relator observou que a versão sustentada pelo acusado não se encontra demonstrada de forma inequívoca, tendo em vista as provas testemunhais constantes do caderno processual. “Assim, tenho que ao exame dos autos, a prova colacionada ao processo não autoriza de plano a aceitação da versão apresentada pelo recorrente, no sentido de que agiu em legítima defesa”, destacou.

Já quanto ao pedido de desclassificação para o crime de lesão corporal seguida de morte, o desembargador Ricardo Vital afirmou não haver nos autos a comprovação clara da ausência do animus necandi. “Pelo contrário, as circunstâncias reveladas nos autos sugerem, em princípio, e ao contrário do que alega o acusado, que este pode ter se imbuído no propósito de matar, ou seja, as informações apuradas não conduzem a um juízo de certeza, neste momento”, ressaltou.

Ascom TJPB

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O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta de redução da jornada de trabalho 6×1, que prevê o direito de dois dias de folgas semanais sem redução salarial.

Em discurso durante plenária do PT com parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar a posição do adversário sobre o tema.

“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, disse Lula ao lembrar que seu adversário tem se manifestado contrariamente à proposta.

O candidato do PL tem defendido que o trabalhador deve ter liberdade para escolher sua própria carga horária.

“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, disse Flávio Bolsonaro em entrevista nesta terça-feira (6).

Segundo Lula, esse tipo de negociação não traria vantagens para os trabalhadores.

“Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, afirmou o candidato do PT.

Segurança Pública
No encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, uma das principais propostas do governo para ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.

Segundo ele, a experiência das últimas décadas mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta” da responsabilidade atribuída pela Constituição de 1988. Por isso, defendeu o fortalecimento da atuação federal por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.

O presidente também afirmou que o governo pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima para enfraquecer facções criminosas. Também está entre as prioridades a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.

Ao resumir a diretriz que defende para o setor de segurança, Lula disse que sua campanha adotará o lema “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.

Com Paraíba Online