Supermercados da Paraíba defendem contratação por hora para fazer frente a fim da escala 6X1

Entidades representativas do ramo de supermercados na Paraíba estão defendendo a contração de funcionários por horas trabalhadas para fazer a proposta do fim da escala 6 x 1 em tramitação no Congresso Nacional. Os impactos e consequências nas regras trabalhistas foram debatidos, nesta segunda-feira (11), em fórum promovido pelo Farol do Desenvolvimento da Paraíba, em João Pessoa.

As instituições trabalham para aprovação PEC 221/2019 , do Deputado Lucas Redecker (PSD/RS), que institui a possibilidade de remuneração por hora trabalhada e passa por coleta de assinaturas individuais dos parlamentares.

Para o superintendente da Associação de Supermercados da Paraíba, Damião Evangelista, essa é proposta que o setor acredita que pode atender melhor tanto o colaborador quanto o empresário.“Que o colaborador tenha essa liberdade de escola junto com o empresariado e fazer a contratação pelo banco de horas. Assim a gente acha uma solução viável para o colaborador e também para o setor”, destacou.

A estimativa é que uma mudança nesta escala gerará um custo de que pode chegar em torno de 20% na folha de pagamento. Esse custo, poderá ser repassado para os trabalhadores e a sociedade como um todo.

O presidente do Farol, José Carneiro, alegou que o assunto não tem sido debatido a contento com a sociedade o fórum é importante para chamar a atenção para o tema, propor e a alertar para esse riscos a empregabilidade e o progresso da Paraíba. Carneiro também defende que as novas regras não deveriam ser direcionadas a todas as categorias de trabalhar.

“Um dos pontos mais negligenciados que o governo aparesenta e nivelar todas as categorias como uma única categoria. Temos inúmeras situações onde a relação emprego trabalho varia de acordo com o tipo de trabalho, empregado e empregador. Então, essa falta de diálogo e que marca essa discussão”, destacou.

De Olho no Cariri

Com MaisPB

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O governador Lucas Ribeiro recebeu, na manhã desta quinta-feira (27), na Granja Santana, em João Pessoa, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. O fortalecimento da caprinocultura, por meio da instalação de indústrias de leite de cabra em pó, foi um dos temas abordados durante o encontro. O projeto para a primeira indústria de leite caprino em pó já vem sendo desenvolvido em Casserengue, município do Curimataú.

O governador Lucas Ribeiro destacou que a visita do ministro Wellington Dias reforça o compromisso do Governo do Estado e do Governo Federal no fortalecimento da caprinocultura paraibana. “É uma grande alegria receber a visita do ministro Wellington Dias para discutir o fortalecimento da agricultura familiar, com a geração de mais oportunidades para quem produz. E a nossa caprinocultura tem sido um vetor de desenvolvimento, gerando emprego e renda para as pessoas. É um segmento que tem recebido o apoio do nosso Governo e do Governo Federal, com programas como o PAA Leite”, disse.

O ministro Wellington Dias destacou a viabilidade da iniciativa. “A Paraíba é o estado que tem o melhor desempenho na execução do Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA Leite, e também é o estado que dá a maior contrapartida, fortalecendo o combate à desnutrição e à subnutrição. Além disso, muitas pessoas têm intolerância ao leite de vaca; daí a importância do leite de cabra”, disse.

A secretária de Estado do Desenvolvimento Humano, Neide Nunes, observou que a fabricação de leite de cabra em pó, além de gerar emprego e renda, vem fortalecer a segurança alimentar na Paraíba. “A primeira fábrica de leite em pó é mais uma iniciativa para manter o homem no campo e a cidade ter o seu poder de compra. Vamos fazer agora a primeira compra de leite em pó. São R$ 3 milhões do Governo da Paraíba e R$ 3 milhões do Governo Federal para ser distribuída com as famílias, por meio do PAA Compra com Doação Simultânea”, completou.

Outro assunto abordado durante a reunião entre o governador Lucas Ribeiro e o ministro Wellington Dias foram as mudanças climáticas, que devem impactar regiões do Estado, como o Semiárido. Participaram ainda o secretário-executivo de Mudanças Climáticas, Luiz Nunes; e a coordenadora de projetos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Joanne Santana.