Sumé realiza primeiro encontro do Movimento Cariri Sem Fogo e debate prevenção a incêndios na região

O município de Sumé realizou, na última segunda-feira (14), o 1º Encontro do Movimento Cariri Sem Fogo de 2026. A iniciativa aconteceu na Câmara Municipal e reuniu representantes do poder público, Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, Defesa Civil, produtores rurais, associações e integrantes da sociedade civil.

O encontro teve como principal objetivo discutir estratégias de prevenção e resposta aos incêndios florestais no Cariri, especialmente diante dos períodos de maior risco de queimadas na região.

O presidente da Câmara Municipal de Sumé, Jeffeson Menezes, destacou a importância de o Legislativo abrir espaço para uma discussão que envolve diretamente a segurança da população e a preservação do meio ambiente.

“A Câmara de Sumé está de portas abertas para iniciativas como esta. O Cariri enfrenta períodos muito delicados em relação aos incêndios, e precisamos trabalhar de forma preventiva, unindo poder público, Corpo de Bombeiros, produtores e comunidades. Quando todos trabalham juntos, conseguimos proteger vidas, propriedades e o nosso meio ambiente”, destacou Jeffeson.

Durante a programação, o tenente João, do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, apresentou orientações relacionadas à prevenção e ao suporte operacional, além de abordar a proposta de criação de um Plano Integrado de Prevenção e Contingência para fortalecer a atuação diante das ocorrências.

“O trabalho de prevenção é fundamental. A proposta é construir uma rede integrada, identificando as pessoas que podem colaborar, os recursos disponíveis em cada comunidade e estabelecendo um fluxo de acionamento que permita uma resposta mais rápida e organizada quando surgir uma ocorrência”, explicou o tenente João.

Produtores rurais e representantes de associações também participaram das discussões, apresentando as principais necessidades das comunidades, os recursos disponíveis e a possibilidade de formação de uma rede de voluntários e brigadistas.

A Defesa Civil abordou a importância da integração entre os municípios, do apoio logístico e da organização das equipes para atuação em situações de emergência.

A partir do encontro, a proposta é avançar na formação de uma rede regional de prevenção e combate aos incêndios, reunindo contatos de voluntários e brigadistas, mapeando equipamentos e outros recursos disponíveis e estabelecendo procedimentos para o acionamento das equipes.

A realização do encontro em Sumé reforçou a necessidade de uma atuação conjunta e preventiva para reduzir os impactos dos incêndios e proteger a população, as propriedades rurais e a vegetação do Cariri paraibano.

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri