Servidores estaduais realizam ato público contra reforma da Previdência estadual nesta terça

Cerca de vinte categorias de servidores públicos estaduais estarão presentes em frente à Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), nesta terça-feira (4), a partir das 9h, para protestar contra a Reforma da Previdência Estadual, prevista para ser votada após a abertura dos trabalhos da Casa Legislativa.  Estão previstas a participação de servidores do segmento de segurança pública, saúde, educação, judiciário, fisco, entre outras.

Os servidores questionam que não houve diálogo para apresentar a proposta, que tramita em caráter de urgência urgentíssima na ALPB.

De acordo com o secretário de organização e política sindical da CUT-PB, Paulo Tavares, o objetivo do ato público é sensibilizar os deputados e a sociedade de que o atual projeto apenas retira os direitos dos servidores sem ter sido dialogado previamente.

“Vamos mostrar aos parlamentares e à população em geral que somos contra a Reforma da Previdência da maneira que está sendo apresentada. O setor público quer continuar oferecendo um serviço de boa qualidade ao povo paraibano”, ressaltou o dirigente da CUT-PB, que também é secretário de organização do Sintep, entidade representativa da educação, que se encontra em greve contra a reforma.

A proposta de reforma encontra-se tramitando desde o início de dezembro, remetida pelo Poder Executivo. Para a presidente da ASPOL-PB, Suana Melo, é difícil entender o porquê de se pautar o projeto de forma repentina.

“Precisamos que os deputados conheçam aquilo que pode ser melhorado nesse texto. As categorias querem contribuir com a melhoria dessa reforma de modo que ela seja aprovada dentro das limitações, sem fazer com que os profissionais percam direitos”, pontuou Suana.

A manifestação deve se estender durante o dia na ALPB, a fim de que os parlamentares recebam as entidades e para que o presidente da Casa, deputado Adriano Galdino, crie uma comissão técnica para discutir algumas melhorias nessa reforma junto com o Fórum dos Servidores.

O Fórum dos Servidores vem reivindicando informações sobre como está a PBPrev atualmente e qual a real necessidade de realizar a Reforma da Previdência Estadual sem antes dialogar com os servidores.

Com intuito de garantir a transparência do processo e acesso aos dados da PBprev, o Fórum está buscando dados sobre receita, déficit (se houver), cobrança dos inadimplentes, dívidas, empréstimos efetuados e possibilidades de novas formas eficazes de financiamento da previdência estadual.

O Governo, no entanto, não apresentou nenhum dado oficial.

“Precisamos saber realmente qual a situação da Paraíba, até porque o Governo do Estado tem recebido prêmios por boa gestão e por equilíbrio fiscal. Não entendemos por que agora a situação vem se propagando com o argumento de que existe um déficit”, finalizou Suana.

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O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta de redução da jornada de trabalho 6×1, que prevê o direito de dois dias de folgas semanais sem redução salarial.

Em discurso durante plenária do PT com parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar a posição do adversário sobre o tema.

“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, disse Lula ao lembrar que seu adversário tem se manifestado contrariamente à proposta.

O candidato do PL tem defendido que o trabalhador deve ter liberdade para escolher sua própria carga horária.

“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, disse Flávio Bolsonaro em entrevista nesta terça-feira (6).

Segundo Lula, esse tipo de negociação não traria vantagens para os trabalhadores.

“Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, afirmou o candidato do PT.

Segurança Pública
No encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, uma das principais propostas do governo para ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.

Segundo ele, a experiência das últimas décadas mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta” da responsabilidade atribuída pela Constituição de 1988. Por isso, defendeu o fortalecimento da atuação federal por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.

O presidente também afirmou que o governo pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima para enfraquecer facções criminosas. Também está entre as prioridades a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.

Ao resumir a diretriz que defende para o setor de segurança, Lula disse que sua campanha adotará o lema “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.

Com Paraíba Online