Obras do eixo Norte da transposição serão concluídas em 7 meses, garante secretário

As obras do Eixo Norte da transposição das águas do rio São Francisco devem ser concluídas no prazo de sete meses. Foi o que garantiu nesta sexta-feira (9) secretário Nacional de Infraestrutura Hídrica, Antônio de Pádua, do Ministério da Integração Nacional, durante audiência pública proposta pelo deputado federal Wilson Filho (PTB) no município de Uiraúna, no Sertão paraibano.

Durante a audiência, o secretário Nacional de Infraestrutura Hídrica garantiu que e a obra não foi retomada ainda por causa de embargos judiciais. Entretanto, afirmou que o corpo jurídico do Ministério da Integração trabalha para contornar o problema para que a transposição volte a andar.

Pádua disse que o prazo de conclusão da obra do Eixo Norte é de sete meses, destacando que conta com 200 engenheiros com previsão de trabalhos realizados durante 24h por dia, incluindo domingos e feriados. “Sabemos da realidade dos sertanejos e por isso estamos empenhados para concluir essa obra o mais rápido possível”, afirmou.

Carta – Também durante a audiência, foi lançada pela população, prefeitos, lideranças políticas e técnicos da área de recursos hídricos uma Carta em defesa da retomada das obras do Eixo Norte.

De acordo com o deputado Wilson Filho, os paraibanos sertanejos estão com sede e não podem mais esperar o fim dos entraves burocráticos para retomada e conclusão das obras do Eixo Norte. “Isso deve ser prioridade e aqui pedimos que o Governo Federal que tenha sensibilidade e vontade política para enfrentar esse problema, concluir a intervenção e garantir água para quem tanto precisa”, destacou.

“Quem tem sede, tem pressa! A escassez de água vem trazendo inúmeros problemas e muito sofrimento ao povo nordestino. Aqui na Paraíba, após sete anos consecutivos de seca, nossa luta pela sobrevivência é constante. Infelizmente, não tivemos como salvar o nosso rebanho e muito menos plantar e colher. A situação é difícil, mas somos guerreiros, forjados na luta, calejados pela dura tarefa de sobreviver e colocar a comida nas nossas mesas em meio a tanta adversidade”, diz trecho da Carta.

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri